domingo, 4 de janeiro de 2015

O Que Rolou na 6a Temporada de The Good Wife até Aqui

Após meses de suspensão, entre a 5a e a 6a temporada de The Good Wife, ficamos sabendo a resposta de Alicia se ela aceita concorrer ao cargo de State's Attorney, vemos ela aversa a essa ideia. O que realmente era de se esperar conhecendo-a como a conhecemos. E é aí que vemos Eli Gold mostrar porque ele é tão bom no que faz, suas estratégias para convencê-la e ao Peter que, de início, não se mostra favorável a ideia. Observamos pouco a pouco Alicia migrando dos tribunais para a política, de forma relutante, e seus podres e de seus familiares aparecendo. Seu novo gerente de campanha, Johnny Elfman, juntamente com Eli, vão guiá-la por este novo mundo com novas regras em que as aparências valem mais que os fatos. E esse campo fica bem mais confuso quando surge um novo canditado que propõe a Alicia uma disputa limpa, sem baixarias, mas as baixarias continuam aparecendo.
Enquanto isso, Cary é preso. De início parece um caso simples, que seria o plot de um ou dois
episódios, mas se mostra como a outra linha condutora desta temporada. Um caso envolvendo drogas que coloca Lemond Bishop como peça central e grande vilão desta temporada junto com o atual States Atorney que quer usar a situação de Cary para atingir a candidatura de Alicia. Pouco a pouco vemos essas duas tramas se entrelaçando e as vidas de Alicia e Cary sendo esmiuçados.
No meio disso tudo, nos perguntamos como fica Florrick/Agos, Alicia gradativamente deixando seus casos de lado para se dedicar a campanha e Cary se concentrando em seu próprio caso poderia causar problemas, mas Diane se junta ao time em uma fusão que esvazia os escritóris de Lockhart/Gardner e Canning levando consigo um time de peso.
Essa confusão reflete na vida pessoal deles. O relacionamento amoroso de Kalinda e Cary fica prejudicado uma vez que a agente de condicional de Cary a vê como uma pessoa perigosa e proíbe os dois de se aproximarem. Mas emocionalmente, os dois estão mais ligados do que nunca. Kalinda usando seus contatos no FBI e enfrentando Bishop cara a cara em uma cena que vale por uma temporada inteira. Tudo para tentar inocentar Cary. Mas Cary se sente incomodado com o envolvimento de Kalinda atrapalhando sua própria defesa e o colocando-o em risco de voltar para a cadeia.
Já Alicia vê seu relacionamento com Finn se fortalecento. Será que isso vai mais do que uma bela amizade? Muitos torcem para que sim. Isso só os próximos episódios dirão. Mas poderia ser diferente já que Polmar é o promotor no caso de Cary e ele não pega leve. Mas os dois lidam com isso muito bem e ele até ajuda Alicia na sua recém-anunciada candidatura. Mas nem por isso os resultados são os desejados, para alguns, isso pode gerar alguma desconfiança com relação aos seus reais objetivos. Mas quando Finn se depara com fatos que colocam a acusação sobre Cary em dúvida pede demissão da promotoria e abre sua própria firma no mesmo prédio da firma de Alicia que, neste ponto, voltou às instalações da antiga Lockhat Gardner e Canning. Isso acaba aproximando os dois e, diferentemente do que aconteceu com Will, o cosmos parece contribuir para estreitar os laços entre os dois numa relação construída na base da amizade e confiança, mesmo eles se esforçando para fugir desse caminho.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Simon Tatham's Portable Puzzle Collection

Net
Achei o aplicativo Simon Tatham's Portable Puzzle Collection procurando por jogos matemáticos e de lógica. E o que melhor do que uma coleção deles. Não dá para enjoar, quando canso de um pulo para outro. Grande parte deles você já deve ter visto com outro nome.
Os que eu mais jogos atualmente é Pattern onde você tem que preencher uma grade dado apenas o comprimentos das carreiras em cada linha e coluna. É bastante desafiador às vezes.
Outro é Net cujo objetivo é formar uma rede toda conectada de modo que o fluxo alcance toda ela. A maneira de fazer isso é rotacionando os quadrados. E o que eu gosto mais, existe a opção de interligar as bordas, isto é, a rede não termina, continua do outro lado. Topologicamente podemos pensar como um toro.
Já Loopy, devemos formar uma curva fechada tendo como base a quantidade de arestas desta curva que passam em cada pedaço do tabuleiro.
Maps explora o teorema de comninatória que afirma que com apenas quatro cores é possível pintar qualquer mapa sem que as regiões vizinhas tenham a mesma cor.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Boyhood: Da Infância à Juventude

Boyhood já tinha passado no festival do Rio, mas eu não tinha tido a chance de ver como aconteceu com O Jogo da Imitação. Diferente deste último, o filme estreou rápido por aqui e pude vê-lo. O que me chamou a atenção para ele foi o fato de ter sido filmado em 12 anos mostrando realmente o crescimento do garoto.
Vendo o filme, fiquei pensando o que aconteceria se um dos atores, sei lá, ficasse famoso e desistisse do projeto. Meu sentimento se intensificou depois que descobri que a lei americana proíbe contratos que durem mais de 7 anos, então ninguém tinha contrato. Mas realmente quem aparece no filme é o menino, a irmã dele que é a filha do diretor, o Ethan Hawke (grande amigo do diretor) e a Patricia Arquette. Em certos momentos, pensei "Aí ela estava filmando Medium, o cabelo está igualzinho ao da série." Eu não fui a única que pensou nesses 'desastres'. O diretor Richard Linklater delegou a tarefa de terminar o filme caso ele fiesse a falecer durante esses 12 anos.
Uma das cenas que achei mais engraçado foi a conversa sobre futuros filmes de Star Wars, filmada em 2008. Coincidentemente, o filme foi lançado agora que começaram a trabalhar no filme.
O filme em si tem a cara do Linklater e o mesmo estilo da trilogia de Antes do Amanhecer com bastante conversa sobre a vida e relacionamentos e as visões nas diferentes fases da vida.

sábado, 13 de dezembro de 2014

O Hobbit - A Batalha dos Cinco Exércitos


E finalmente chega ao fim a saga de Bilbo Baggins em O Hobbit - A Batalha dos Cinco Exércitos depois de três anos. Esse tipo de filme eu adoro ver na estreia porque é quando os mais aficcionados vão também e tem toda aquela energia que contagia a gente. Embora, dessa vez, acho que o que empolgou mais a plateia foi o trailer de Star Wars que passou antes.
O filme em si não empolgou tanto, tem cenas pontuais fantásticas, principalmente nas batalhas, que relamente impressionam, mas no geral não. O filme tem clima de épico, foi feito assim, mas teve um momento que eu achei épico demais que acabou estragando isso, ficou cansativo. O papel do hobbit é para contrapor isso, representando a simplicidade, mas acabou em segundo plano dando espaço para os humanos e elfos. O Legolas então, teve bastante espaço para ser Legolas e fazer aquelas coisas incríveis que ele está acostumado a fazer desde a Sociedade do Anel.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Saint Laurent

Reinaugurou a pouco tempo o cinema da uff e essa semana tive a oportunidade de conferir como ficou quando fui ver Saint Laurent. Está lindo e Niterói estava merecendo um lugar assim.
O filme conta a história do estilista Yves Saint Laurent no período de 1967 à 1976 na sua época mais promissora. Mas como biografia deixa um pouco a desejar. O que eu senti é que ele é ótimo para quem conhece a história dele e  entende as referências contidas no filme, mas para quem não conhece, como eu, fica um pouco picotada a história. Nas palavras do diretor Bertrand Bonello (de O Pornógrafo): "A maioria das biografias pretende retratar o homem por trás do mito. No meu caso, eu queria permanecer no mito." Acho que bem isso mesmo. Um destaque para a trilha sonora e a fotografia do filme.
Este foi o filme escolhido para representar a França no Oscar de 2015. Além deste, tem umoutro filme sobre o estilista, também deste ano,  chamado Yves Saint Laurent que eu ainda não vi.

domingo, 30 de novembro de 2014

Blendoku

Nem sei direito como eu achei esse jogo, se foi indicação de algum site ou no celular mesmo. O fato foi que eu adorei o Blendoku, um quebra-cabeça de cores.
O jogo consiste em colocar as cores disponíveis na paleta em ordem, ou degradê preenchendo os espaços vazios. Tem alguns que são bem fáceis, mas tem outros que são impossíveis. Além de achar a sequência certa, eu ainda quero fazer rápido e ganhar a estrelinha de fazer mais rápido que o record mundial. E até que eu bem.
Toda vez que eu jogo, eu penso que é um jogo perfeito para artistas que precisam ter uma sensibilidade para harmonia entre as cores. E penso em um amigo que tem daltonismo e não ia conseguir jogar de jeito nenhum. Mas eu soube agora que eles estão trabalhando numa solução para isso.


domingo, 23 de novembro de 2014

Antes da Meia-Noite


Desde que Antes da Meia-Noite saiu no cinema, eu estou me devendo. Na época não consegui ver por algum motivo que não lembro agora. E estava tão ansiosa para isso, porque adorei os outros dois: Antes do Amanhecer (que mostra a maneira inusitada que eles se conheceram) e Antes do Pôr-do-Sol (que conta o que acontece depois do primeiro filme, eu sei, isso é óbvio, mas não quero estragar a surpresa).
Enquanto os filmes anteriores relatam o desenvolvimento do relacionamento do casal, neste vemos uma relação já estabelecida e até desgastada pelos pequenos ressentimentos acumulados durante a vida que na hora da raiva vem à tona. Vemos um lado mais prático do relacionamente de lidar com as questões do dia a dia, o convívio entre eles, com os filhos, com os outros com o mesmo clima que eu tanto gostei nos outros filmes de falar as coisas abertamente. Mesmo na hora da briga, eles mantém a capacidade de abrir um com o outro.
Além disso, observamos três momentos da vida. O filho de Jesse, do primeiro casamento, na descoberta do amor, os dois vivênciando uma relação e o amigo de Jesse lidando com a perda da pessoa amada.
Agora uma cena que eu achei curiosa é quando o Jesse e os amigos estão falando dos livros que ele escreveu. É como uma crítica dentro do filme. E uma curiosidade é que o filme é dedicado a memória de Amy Lehrhaupt que inspirou o primeiro filme. O diretor passou uma noite conversando e caminhando pela Filadélfia com ela, como no filme. Apesar de terem mantido contado depois disso, acabaram por se afastar. Ele fez os dois primeiros filmes na esperança de reencontrá-la. (Já viu essa história, certo?) Mas nada aconteceu até 2010, quando um amigo dela, informou que ela havia morrido num acidente de carro pouco depois das filmagens do primeiro filme ter começado. Richard Linklater e Ethan Hawke ficaram arrasados quando souberam. Que bom que o filme tem um final melhor.

domingo, 16 de novembro de 2014

O Poderoso Chefão II


Assim como o primeiro filme, fui ver O Poderoso chefão II sem saber nada sobre a trama e o enredo. Achei que seria a continuação do primeiro filme da onde ele parou e me surpreendi em ver que ele se divide em dois momentos: o presente com Michael Corleone comandando os negócios da família e o passado de Vito Corleone saindo da Sicília e vindo para a América ainda criança e, mais tarde, começando seu império. Apenas a parte do passado de Vito Corleone estava no livro de Mario Puzo, a parte de Michael é um roteiro original, mesmo assim o filme ganhou o Oscar de roteiro adaptado.
E algo que me deixou bem feliz foi que o Copolla dirigiu este filme também. O primeiro filme teve tantos problemas que ele tinha desistido de dirigir a continuação, ficando só com a produção, mas voltou atrás após o estúdio ter rejeitado Martin Scorsese para o seu lugar. Não gosto do Scorsese e fico pensando em como esse filme passaria da lista dos melhores filmes para a dos piores se ele tivesse dirigido.
O que mais me chamou a atenção nesse filme foi como as escolhas de Michael o levam a solidão no final dos dois tempos narrativos. E já havia até uma pista disso no final do primeiro filme. Achei bem triste.

domingo, 9 de novembro de 2014

Caminhos Caóticos

Já tinha lido dois contos do autor, amigo de colégio Sandro Quintana, um é parte do livro 2013 - Ano Um e outro, chamado Deixando as Profundezas, em um blog e fiquei impressionada com o que li.
Caminhos Caóticos é um livro de contos dos mais diversos estilos: amores duradoures, outros nem tanto, policial, fantasia ou amores obsessivos. E tudo com muita sensibilidade, de uma forma bem criativa, principalmente na releitura de histórias já conhecidas como, por exemplo, a de chapeuzinho vermelho. Em alguns momentos com gostinho de infância, um que de ingenuidade e um final épico.
O conto que mais gostei foi O Corte Perfeito (que eu sempre leio corpo perfeito, Freud explica) sobre um jovem samurai em busca do corte perfeito com a sua espada. Outro fato interessante sobre o livro é que, no início, ele conta um pouco da inspiração para cada conto. Isso ajuda a entrar no clima de cada história, fez eu me sentir mais íntima de cada história, um pequeno aconchego.

domingo, 2 de novembro de 2014

Rio 2

Animação despretensiosa agrada (quase) sempre, é o caso de Rio 2. Falando assim parece que o filme tem algum problema, mas não. Coloquei o quase entre parenteses porque quando fui ver com alguns amigos, um deles ficou meio reticente em vê-lo pela falta de realismo do primeiro filme. Mais precisamente a parte em que os traficantes de animais invadem o desfile de carnaval do sambódromo, como se fosse fácil assim. Mas convenhamos, é um filme e uma animação, alguma falta de realismo é inclusive esperado (mas nem tento quanto em A Espuma dos Dias).
Já com família formada, a arara azul nada silvestre Blu e sua amada Jade resolvem ir para a floresta Amazônica ajudar Túlio e Linda a encontrar outro membro de sua espécie. Até então, eles acreditam serem os últimos. Junto com eles, vai a turma toda do primeiro filme a procura de talentos para o espetáculo de carnaval que estão querendo fazer. Chegando lá, encontram um velho conhecido, a cacatua Nigel, que quer se vingar de Blu. Quem o acompanha nessa jornada é a sapinha Gabi, apaixonada cegamente por ele, e o um tamanduá comilão.
A graça do filme é imaginar Blu, criado com hábitos humanos, metido numa floresta cheia de mosquitos e perigo. É muito divertido!