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domingo, 5 de abril de 2020

O Último Teorema de Fermat

Título: O Último Teorema de Fermat
Autor: Simon Singh
País: Canadá
Ano da Publicação / Ano da Edição: 1997/2019
Editora: BestBolso
Início da Leitura: 21/02/2020
Término da Leitura: 03/04/2020

Nota: 💛💛💛💛💛

Que livro maravilhoso. Um passeio por séculos de matemática, desde a Grécia antiga até os dias de hoje, com seus bastidores e fofocas e uma pincelada na matemática que até o mais leigo é capaz de entender. E que livro bem escrito, às vezes lia certas coisas que pareciam parenteses na história, mas lá na frente, via a sua utilidade e aplicação.
Fiquei super empolgada para estudar matemática de novo. Entrei na faculdade pouco depois desse livro ser lançado e, na época da graduação, todos estavam lendo esse livro, menos eu. Hoje me pergunto porque demorei tanto e entendo perfeitamente a empolgação de todos por ele. Vale muito a leitura.

domingo, 22 de março de 2020

A Vizinha Antipática que Sabia Matemática

Título: A Vizinha Antipática que Sabia Matemática
Autora: Eliana Martins
País: Brasil
Ano da Publicação / Ano da Edição: 2014
Editora: Melhoramentos
Início da Leitura: 20/03/2020
Término da Leitura: 20/03/2020

Nota: 💛💛💛💛

O livro é destinado para crianças para estimular o interesse pela matemática com desafios e problemas apresentados de forma leve e divertida sem o peso da escola. A forma que Theo, o garoto que não gosta de matemática, se expressa cria uma conexão com o público alvo que, acredito eu, contribua com o objetivo.

sábado, 14 de março de 2020

Planolândia

Título: Planolândia
Autor: Edwin A. Abbott
País: Inglaterra
Ano da Edição: 2002
Editora: Harbra
Início da Leitura: 29/02/2020
Término da Leitura: 07/03/2020

Nota: 💛💛💛💛

Escrito em 1884, o autor nos apresenta o mundo de duas dimensões Planolândia, onde os seres que lá habitam são polígonos e retas. Uma parábola divertida e inusitada que mostra como a imaginação é o essencial para a matemática e o seu desenvolvimento. Principalmente considerando-se a época em que foi escrito.

E um feliz dia do 𝝿 (pi, 3,14...) para todos!

domingo, 26 de outubro de 2014

Apagando Incêndios - ou Como Pensam os Matemáticos

Considere duas seguintes situações.

Situação 1: Numa sala, tem algo pegando fogo. Tem uma garrafa de água em cima da mesa. Como fazer para apagar o fogo?


  1. Pegar a garrafa de água na mesa.
  2. Andar até o fogo.
  3. Abrir a garrafa.
  4. Jogar a água no fogo.
Simples, não?

Situação 2: Considere a mesma situação, só que a garrafa está em cima de um armário. Como proceder agora?
    1. Colocar uma cadeira do lado do armário.
    2. Subir na cadeira.
    3. Pegar a garrafa de água.
    4. Colocar a garrafa de água em cima da mesa.
    5. Proceder como no caso anterior.
    Não foi exatamente o que você tinha imaginado, não é mesmo? Mas é assim que os matemáticos pensam. Quando provando um teorema, tentam sempre recair num caso anterior que já sabem resolver.

    sábado, 27 de setembro de 2014

    Quod Erat Demonstrandum


    Quod Erat Demonstrandum ou Q.E.D. é uma expressão usada pelos matemáticos para indicar o fim de uma demonstração e quer dizer 'como se queria demonstrar', mas é também o nome de um filme romeno sobre um matemático tentando o grau de doutor durante o regime comunista na década de 80.
    É claro que quando eu vi que o filme do Festival do Rio era sobre um matemático, tinha que ver. Para complementar o enredo, Soran é um matemático que teve uma brilhante ideia para sua tese de doutorado usando séries de Fourier. Alvo do serviço secreto, ela não consegue publicar seu trabalho e quer enviá-lo para fora para ser lido e reconhecido. Paralelamente, Elena, cujo marido foi morar na França, quer o passaporte para ir morar com ele.
    Filmado em preto em branco, o filme transmite a atmosfera tensa dos conflitos que vão se criando por decorrência disso. Confesso que as vezes ficava até um pouco cansativo, mas é o tipo de filme mesmo.
    Q.E.D.

    sábado, 6 de setembro de 2014

    Exposição Salvador Dalí

    Depois de muita procrastinação, finalmente fui ver a exposição do Salvador Dalí no CCBB. Confesso que fiquei enrolando por medo de pegar fila, mas fui logo que abriu e estava vazio.
    A mostra tem obras do início da carreira dele que são até normais, mas foca mais no período surrealista que o deixou famoso. Mas o seu quadro mais conhecido, A Persistência da Memória, não estava lá, até fiquei meio frustrada com isso. Tinham outros que lembravam bastante, pareciam um protótipo.

    O que eu gostei bastante foi um chamado A propósito del «Discurso sobre la forma cúbica» de Juan de Herrera. Juan de Herrera foi um arquiteto e matemático do século VI. No quadro, vemos a ideia da representação por letras de coordenadas tridimensionais que Juan de Herrera generalizou baseado no trabalho de Ramon Llull. A obra também remete ao diagrama de Schlegel que, neste caso, consiste em um modelo tridimensional para o hipercubo. Inclusive tem um monumento com esta representação em Madri. Descobri que tem muita matemática e até a teoria de relatividade de Einstein nas obras de Dalí, ele era um estudioso da área. Ele também tinha influência de Freud.

    Além dos quadros, vemos gravuras e fotografias dele e o filme no qual ele ajudou Hitchcock a fazer. Ele se meteu em muita coisa, como os artistas costumam fazer mesmo. Segue algumas que eu gostei mais.

    Lys (Lilium musicum)Begonia (Anacardium recordans)
    Estudo para 50 quadros abstratos que a 2 metros convertem-se em  3 Lenines
    disfarçados de chinês e a seis metros formam a cabeça de um tigre real