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sábado, 14 de março de 2020

Planolândia

Título: Planolândia
Autor: Edwin A. Abbott
País: Inglaterra
Ano da Edição: 2002
Editora: Harbra
Início da Leitura: 29/02/2020
Término da Leitura: 07/03/2020

Nota: 💛💛💛💛

Escrito em 1884, o autor nos apresenta o mundo de duas dimensões Planolândia, onde os seres que lá habitam são polígonos e retas. Uma parábola divertida e inusitada que mostra como a imaginação é o essencial para a matemática e o seu desenvolvimento. Principalmente considerando-se a época em que foi escrito.

E um feliz dia do 𝝿 (pi, 3,14...) para todos!

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Guardiões da Galáxia 2


Se fosse para resumindo Guardiões da Galáxia 2 em uma única frase seria: "Quero muito apertar o baby Groot." Não há nada mais fofo que o Groot em sua forma bebê, e isso já é mostrado logo na primeira cena e nos créditos de abertura, regadas a sucessos dos anos 80, assim como no primeiro filme.

Neste filme, descobrimos mais sobre o passado e o pai de Peter Quill/Star-Lord (Chris Pratt) vivido por Kurt Russell. Quando ele estava prestes a revelar esta informação ao filho, juro que vi a cena nitidamente na minha cabeça: "Peter, I am your father.", mas não, ele não falou isso. Seria mais uma referência aos anos 80, além de tantas outras.

Enquanto no primeiro filme senti uma alegria genuína quando terminou, neste o tom era bem mais cômico, diria até que é um filme de comédia disfarçado de filme de super-herói. E funcionou muito bem. Claro que tem muitas, e ótimas, cenas de ação, mas o que se destacou mesmo foi a comédia mostrada, principalmente na interação das personagens.

Dentre as novas personagens, achei que o Sylvester Stallone fosse aparecer mais no filme, mas foi uma participação rápida. Acredito que vá aparecer mesmo no terceiro filme como ficou sugerido numa das várias cenas pós-créditos do filme. O destaque ficou para Mantis (Pom Klementieff) que apareceu bastante. Eu achei o papel desnecessário, quero dizer, o motivo de ela estar ali foi fraco, uma desculpa esfarrapada. O único motivo de ela estar no filme é porque os poderes dela eram necessários para derrotar o vilão no fim do filme. Falo assim, mas gostei muito dela e da interação dela com o Drax, até shipeei um pouqinho.

Por falar em romance, o lance não-verbalizado de Star-Lord e Gamora não me agrada. Por que sempre deve haver um romance nos filmes entre o mocinho e a mocinha? Acho desnecessário. Mas enfim, até este lance foi mais explorado no filme.


sexta-feira, 8 de julho de 2016

Independence Day: O Ressurgimento



X-Men Apocalipse, eu até veria no cinema, mas não me esforçaria tanto. Warcraft eu fazia mais questão de ver, mas a bilheteria não foi muito boa e o filme saiu logo de cartaz antes que eu pudesse ir - fiquei apaixonada com o bebezinho orc no trailer. Enfim, esta semana tive um tempo, acabei vendo Independence Day: O Ressurgimento, que eu também não fazia tanta questão de ver, mas vai lá. Até comecei a rever o filme original semana passada (vi pela primeira vez no cinema quando lançou), mas parei no meio. Foi bom para me lembrar um pouco da história e das personagens.

Após 20 anos do ataque do filme original, novamente no dia da indepencia americana, os alienígenas retornam para fazer o que não conseguiram antes, conquistar o planeta - as intenções e como as conseguirão são explicadas no decorrer do filme - o que não é necessariamente uma coisa boa. Vemos como estão as personagens do primeiro filme: o presidente e sua filha, os cientistas interpretados por Jeff Goldblum e Brent Spiner (o eterno Data de Star Trek Nova Geração), o piloto vivido pelo Will Smith (que não está no filme) e seu filho; e introduz as novas personagens ou, para ser mais correto, a nova geração.

Esta continuação, que na minha opinião era desnecessária assim como a maioria delas e dos remakes, demorou para engrenar. Enquanto no primeiro filme, temos uma apresentação rápida, mas eficaz das personagens e já começa com os alienígenas chegando e destruindo tudo, aqui a apresentação foi bem maior e faltou um pouco de ação neste início, meio lento e paradão. Talvez pela quantidade maior de personagens, já que mostrou o que havia acontecido com as pessoas do primeiro filme e apresentava as novas personagens também. E quando os alienígenas chegaram, não teve o mesmo impacto do primeiro filme, o que é meio óbvio. E mesmo depois no decorrer do filme, faltou impacto, que foi o ponto forte do primeiro filme. Talvez esteja comparando demais os dois filmes, mas é o que se faz com uma continuação.

SPOILERS daqui em diante

Os humanos pegaram as tecnologias dos alienígenas e a usaram, com isso fizeram naves parecidas com a deles e construiram uma base na lua, um posto de observação para alertar futuros ataques. Lá ficam os novos pilotos, entre eles, Jake Morrison (Liam Hemsworth de Jogos Vorazes), amigo da academia dos filhos do presidente e do piloto vivido por Will Smith.

Uma nova nave alienígena aparece e imediatamente é atacada por um canhão de energia - feito com a tecnologia alienígena. Mas tarde revela-se que esta nave não era da mesma raça que atacou o planeta anos atrás, mas de um inimigo deles que vieram nos avisar e ajudar na nova invasão que começa logo em seguida. Achei a introdução desta nova raça alienígena meio sem sentido. É claro que quando se faz uma continuação, precisa-se expandir a história, caso contrário fica repetitivo. Mas aqui pareceu encheção de linguiça e uma explicação de onde é esta raça alienígena e o que querem. Isto pode parecer legal, mas acho que o filme original foi bom porque não se preocupou em explicar muito as coisas. Esse moda do cinema atual do realismo excessivo e explicar tudo estraga um pouco, ou muito, a diversão. Tudo fica muito sério. O maior exemplo disso é Highlander 2 que quis explicar a origem de tudo e foi um desastre total.

Enquanto isso, o cientista David Levinson (Jeff Goldblum) está na África investigando uma nave e uma cratera remasnecente do primeiro ataque ao lado de uma psicóloga que trabalha com os afetados pelo ataque. Isto revela a linguagem, ou idioma, dos ets e a sua estrutura hierárquica. Lanço aqui uma pergunta: Por que toda raça alienígena que invade a Terra tem uma comunicação telepatica e estrutura social de colmeia ou formigas com uma rainha super poderosa que manda em tudo e reles operários que morrem assim que a rainha mãe é destruída? A sensação que tenho é que estou sempre assistindo a mesma coisa. A resposta que encontro é: fica mais fácil para derrotá-los quando se percebe que só é necessário matar um deles enquanto no começo parece muito difícil porque são muitos e sempre tem mais.

O pai do David, Julius Levinson (Judd Hirsch), é o alívio cômico do filme. Ou deveria ser, mas não funcionou.

No final tudo se junta para uma batalha decisiva, que apesar de ter bastante ação, ainda achei fraca.

sábado, 25 de julho de 2015

Homem-Formiga


Mais um filme da Marvel, Homem-Formiga deixa de lado a destruição em grande escala de lado e faz incríveis de combate e luta em lugares como uma maleta e uma ferrovia de brinquedo. Ponto alto do filme! O filme é muito legal, todo ele. Gostei de tudo, das lutas nos lugares pequenos, de ele aprendendo a usar seus 'poderes', da maneira como lidaram com o relacionamento pai-filha nos dois casos. Um filme bem divertido! Fiquei com meod do filme depois de toda a confusão que teve na produção (diretor, roteirista saindo, tendo que ser substituido). A maneira como ligaram esse filme ao universo marvel tamém foi bem legal com direito a participação de um deles.
Agora o que me deixou muito animado foi a declaração da Evangeline Lilly de que gostaria que a Michelle Pfeiffer interpretasse a mãe dela em um futuro filme. Tomara!

sábado, 4 de julho de 2015

Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros

Eu vi o primeiro filme, Jurassic Park, e não vi os outros dois porque achei que não acrecentariam nada. O primeiro vi mais de curiosidade, afinal, são dinossauros. Acredito que o que falam no filme possa ser verdade: depois que deixou de ser novidade, ninguém liga mais. Queria até rever o primeiro filme agora, porque nem lembro direito dele.
A história de Jurassic World é basicamente a mesma do primeiro, a diferença é que o parque já está aberto, tem milhares de pessoas andando por lá. O que eu gostei no filme é que tem muito susto, do nada aparece um dinossauro para te devorar. Em geral, não gosto muito de filme de susto, mas esse é o ponto alto do filme. O dinossauro vilão também é bem legal, um híbrido criado geneticamente que reserva algumas surpresas. Claro que a situação foge do controle. Destaco o BD Wong que faz o cientista que criou o bichano. Ele fez parte do primeiro filme e eu não lembrava, porque ainda não assistia Law & Order SVU. Saudades dele na série.

Masrani: You created a monster!
Henry Wu: Monster is a relative term. To a canary, a cat is a monster. We're just used to being the cat.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Gravidade


Quando Gravidade foi lançado ano passado, não dei muita coisa por ele, apesar de ter sido indicado ao Oscar e tudo mais. Estava de bobeira essa semana e resolvi assistir. O filme me surpreeendeu positivamente, conseguiu prender minha atenção e me deixar tensa com a história. Interessante que ele se passando no espaço sideral, aquela imensidão, transmite muito bem um sentimento de ansiedade clautrofóbica, talvez por só ter isso mesmo: o espaço e mais nada nem ninguém. Outra coisa que me impressionou foi o corpo da Sandra Bullock, está muito bem. E o cabelo curto ficou lindo!

domingo, 14 de setembro de 2014

Lucy


Não tem como eu pensei em Lucy e não lembrar da música dos Beatles. E parece mesmo que ela está viajando em um céu de diamantes, em uma realidade fantasiosa onde as leis físicas que governam o mundo são melhor compreendidas devido a maior capacidade cerebral adquirida pela personagem durante o filme. O próprio Luc Besson afirmou que o filme é parte O Profissional, parte A Origem e parte 2001: Uma Odisseia no Espaço.
Lucy acaba se metendo em uma grande enrascada quando é forçada a servir de mula para uns traficantes asiáticos de uma nova droga cujo efeito é aumentar a capacidade do cerebral. Os humanos usam apenas 10% dela segundo o filme. O interessante desse início de filme é a comparação com comportamentos do mundo animal chamando atenção para a teoria evolutiva, tema central do filme. E quando ela começa a descobrir o que ela pode fazer, surge Morgan Freeman, professor estudioso dessas teorias, explicando ao expectador a situação. Achei uma sacada genial.
O que eu achei forçado foi os "poderes"que ela adquiriu, fica tudo muito fácil para ela. Não acho que o cérebro se desenvolveria dessa maneira. Confesso que isso me incomodou um pouco. Só não ficou muito clichê porque ela foca em um objetivo e vai atrás dele. Em um dado momento do filme, pensei que ele daria uma ótima série de tv e lembrei das duas séries que fizeram de Nikita, também do Besson, que não deram muito certo. Quem sabe?

domingo, 3 de agosto de 2014

Guardiões da Galáxia

Que filme divertido. Já estava ouvindo as pessoas falarem bem, mas não imaginei que fosse ficar genuinamente feliz ao sair do cinema após assistir Guardiões da Galáxia. E olha que eu estava meio desconfiada, com medo de não gostar por não conhecê-los. Mas a Marvel sabe fazer filme.
Diversos foras da lei se unem, cada um com um objetivo distinto, para combater Ronan, o Acusador, que pretende destruir a galáxia. A questão é que eles não se entendem (possivelmente por seus objetivos diferentes) e são repletos de humor como, por exemplo, Drax e sua incapacidade de entender metáforas e Peter Quill e sua trilha sonora oitentista que dá um toque especial ao filme.
Confesso que o que mais me atraia no filme era ver a Karen Gillan, que foi uma das companheiras do Doctor Who, como Nebula. Ela inclusive raspou a cabeça para o papel. 
E a Marvel acertou também no marketing do filme em cima do Vin Diesel dublar a árvore Groot. A única fala dele é "Eu sou Groot." e ele dublou em 6 idiomas diferentes. Você pode conferir no video abaixo. Outra curiosidade é que a cidade de Xandar foi inspirado nos trabalhos do arquiteto espanhol Santiago Calatrava que fez, entre outras coisas, a Cidade das Artes e das Ciências em Valência, Espanha. E por falar em formas e geometria, a nave do Ronan é linda, parece um helicoide.

sábado, 19 de julho de 2014

O Teorema Zero


Ainda estou tentando entender o filme. O filme é muito louco. O personagem do Christoph Waltz (que está careca e mais parece o John Malkovich) trabalha numa empresa e o seu trabalho parece ser jogar video-game o dia inteiro. Só parece, na verdade ele é um programador/hacker ou algo assim, mas a maneira como ele faz é como se fosse video-game. Ele é um sujeito que tem medo de tudo e implora pela chance de trabalhar em casa (na verdade é uma igreja) e não ter que sair e encontrar com pessoas. Como ele é um dos funcionários mais produtivos, o gerente (que só fui descobrir ser o Matt Damon nos créditos) resolve lhe dar uma tarefa árdua: resolver o Teorema Zero, que seria o teorema que tem a resposta para o sentido da vida (tema recorrente nos filmes do Terry Gilliam). Claro que ele não aguenta a pressão. Nesse ponto, o filme me lembrou bastante Pi, pertubador demais. O visual do filme tem personalidade, mistura o urbano poluído e o gótico imponente. A trilha sonora que conta com uma versão de Creep (Radio Head) feita por Karen Souza.

domingo, 30 de março de 2014

Ela


Recentemente fui ver Ela, filme do Spike Jonze. Desde que vi Quero Ser John Malkovich, fiquei impressionada com ele. Claro que o roteiro do Charlie Kaufman contribuiu bastante. Pois bem, em Ela, Jonze dirigiu e escreveu e, poderia muito bem ter sido o Kaufman. A maneira sem julgamento como é abordado o relacionamento do personagem do Joaquin Phoenix com a sua sistema operacional (voz da Scarlett Johansson) coloca questões interessantes para pensar. Por exemplo, no que se baseia um relacionamento, ou como ele anda (para frente ou para trás), a solidão humana. Adoro esse tipo de filme. O visual retrô anos 70 do filme também é muito legal. Quem espera um futuro anos 70? O filme realmente preencheu um pouco dos meus vazios e dúvidas existências. Saí do filme com um que de melancolia e leve e curiosa. Outro filme recente que fez isso foi Questão de Tempo, também ótimo.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

RoboCop


Fui ver RoboCop ontem. Achei o filme razoável, prefiro o original. Gostei da maneira como foram tirando a humanidade dele aos poucos. No filme original, o experimento foi feito às escondidas, ninguém sabia quem era o RoboCop, neste não, todo mundo sabe quem ele é. Como no original, tudo não passa de um jogo de interesses para se alcançar o objetivo desejado. E ninguém se importa em como isso está afetando a pessoa em questão, no caso, o policial Murphy. Um dia eu quero ver um filme que mostre como as coisas devem ser. Não gostei de como a situação toda se 'resolve' no final. Após ele ter conseguido superar a mente robótica dele, ele parte numa vingança enfurecida, abandonando toda sua 'crença' no sistema policial.  É fácil entender isso devido às circunstâncias, mas gostaria de tê-lo visto usar justamente este sistema para punir os criminosos.