Título: Amantes Eternos
Título Original: Only Lovers Left Alive
Diretor: Jim Jarmusch
Com: Tom Hiddleston, Mia Wasikowska, Tilda Swinton
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segunda-feira, 19 de outubro de 2015
domingo, 19 de julho de 2015
Azul É A Cor Mais Quente
Azul É A Cor Mais Quente é um filme francês que deu muito o que falar na época que foi lançado pelas cenas demoradas e detalhadas de sexo entre as protagonistas Emma e Adèle, o que, mais tarde, até gerou um certo desentendimento entre uma das atrizes e o diretor em uma entrevista.
O filme conta a história de um relacionamento, como nasce o desejo entre duas pessoas, como ele se desenvolve e às vezes acaba. Na minha opinião, é uma investigação sobre o desejo, porque uma pessoa se sente atraída por uma pessoa e não por outra. Isso fica bem claro no diálogo sobre desejo na festa dada pelas protagonistas e como esse desejo influencia a vida cotidiana e vice-versa. Apesar de ter sido muito falado pelas cenas de sexo, isso é o menos relevante, a forma como a história contada é de uma delicadeza, sutileza que fazem toda a diferença do filme.
domingo, 12 de julho de 2015
Terremoto: A Falha de San Andreas
Confesso que não estava muito animada para ver este filme. Não gosto de filme de desastre, fui mais pela companhia. Eu me animei mais também pelo fato de ter a Archie Panjabi de The Good Wife.
Tirando os absurdos do roteiro (tipo, The Rock pega o helicóptero de trabalho e fica zanzando de um lado para o outro enquanto milhares de pessoas precisam ser resgatadas), Terremoto: A Falha de San Andreas me impressionou a ponto de eu ficar com medo de terremoto. É um bom filme de desastre, faz seu trabalho. Mas o que eu mais gostei do filme foi de ver rostos conhecidos: Archie Panjabi que eu já mencionei antes, Colton Haynes que eu não reconheci no filme, Hugo Johnstone-Burt que faz uma série australiana de detetive Os Mistérios de Miss Fisher e Art Parkinson o Rickon Stark de Game of Thrones (como o menino cresceu).
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segunda-feira, 16 de março de 2015
Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)
De todos os filmes que concorreram ao Oscar esse ano, esse foi o que achei mais sem graça. Prefiro muito mais O Jogo da Imitação. O que achei interessante em Birdman foi a maneira como foi filmado, em plano sequência. Gostei de ver o Edward Norton também, tinha tempo que não via um filme dele. Fui ver o filme sem saber que era com ele. Acho que não tenho muito para falar sobre o filme.
sábado, 7 de março de 2015
Sniper Americano
Sniper Americano foi indicado ao Oscar, ganhou alguns outros prêmios e isso não me animou a vê-lo porque é filme de guerra, não é a minha praia. Mas quando descobri que foi dirigido pelo Clint Eastwood mudei de ideia imediatamente. Adoro os filmes dele, acho de uma sensibilidade incrível.
Este filme conta a história do maior sniper de todos os tempos dos Estados Unidos e suas missões no Iraque. É interessante percerber como isso vai afetando ele pouco a pouco e como depois ele consegue se recuperar, o que para mim é sempre a parte mais difícil.
Uma cena que chamou a atenção de todo mundo no cinema é quando ele está com a esposa e o bebê de colo que na verdade é um boneco. Mas é tão mal disfraçado que o cinema inteiro comentou, foi inevitável. Segundo o roteirista do filme, Jason Hall, haviam dois bebês de verdade para fazer o papel, mas um ficou doente e o outro não apareceu. Restou a eles usar um boneco.
domingo, 1 de março de 2015
A Teoria de Tudo
Todo mundo falou desse Oscar sem diversidade e eu feliz da vida porque tinha dois filmes sobre cientistas: O Jogo da Imitação, que já falei antes, e esse A Teoria de Tudo sobre a vida do físico Stephen Hawking. E a comparação é inevitável. Mas antes de fazê-la vou falar do filme em si.
Uma coisa sobre ele que é óbvia, mas a gente só se dá conta quando vê, é que mostra o Stephen Hawking antes da doença. Hoje ele virou praticamente uma caricatura dele mesmo, participando de sitcoms e outras coisas, uma figura pop. Não estou criticando isso, mas é interessante ver que ele é, ou pelo menos já foi, mas do que isso e que a fama dele é merecida, principalmente por conseguir explicar as teorias dele de forma tão simples e de fácil compreensão. Isso é bastante difícil de se ver. E ele teve uma vida normal à medida do possível com conflitos que todo mundo passava sem aquele ar de pena. Outra coisa que achei legal foi o final do filme fazendo ligação com a teoria dele, achei interessante, uma linguagem diferente e pertinente. Apesar disso tudo, o filme não me emocionou como O Jogo da Imitação e eu esperava isso.
domingo, 22 de fevereiro de 2015
Rush: No Limite da Emoção
Não sou nem um pouco de Fórmula 1, quando resolvi assistir a uma corrida foi o dia em que o Senna morreu, então parei antes de começar. Mas fiquei curiosa com esse filme quando vi o final na televisão. Decidi ver o filme inteiro, do início.
E o filme é muito legal, ainda mais para mim que não conhecia a história e a rivalidade desses dois, James Hunt e Niki Lauda. Para um filme sobre Fórmula 1 me prender, tem que ser bom mesmo, as corridas são emocionantes e o Daniel Brühl está muito bem. Fiquei feliz depois, quando soube que ele vai fazer o barão Zeno no próximo filme do Capitão América. O próprío Niki Lauda ficou espantado com a interpretação, chegando a falar que era mesmo ele no filme. O filme em si também é bem fiel segundo ele e outras pessoas dessa indústria.
O mais interessante é que apesar da rivalidade toda, notasse uma admiração mútua entre os dois e isso é bemm legal. Também fiquei impressionada com a maneira como o Niki Lauda lidava com essa indústria. Ele realmente enxergava como um trabalho, um negócio, diferente do que se é mostrado, onde tudo gira em torna da paixão e o lado emocional com as pessoas realmente envolvidas emocionalmente. Esse lado fica por conta do James Hunt.
sábado, 14 de fevereiro de 2015
O Jogo da Imitação
Lembro de uma época em que eu não gostava de filmes baseados em fatos reais e hoje são os meus preferidos. O Jogo da Imitação mais que os outros por se tratar da história de um matemático e do criador do que viria a se tornar o computador nosso de cada dia.
O filme é lindo, me emocionou em vários momentos, Turing falando da máquina dele ou explicando o que ele imaginava dela me arrepiou. Assim como senti uma alegria tremenda no momento da epifania, me identifiquei muito.
Outro aspecto interessante do filme é que ele é contado em três períodos de tempo diferentes paralelamente, gostei bastante do resultado. Uma cena que me chamou a atenção foi no final quando mostra ele já sob o efeito dos hormônios, fiquei indignada de ver o sofrimento dele. Não sei se foi nessa cena, mas o Benedict Cumberbatch chorou de verdade em uma delas a ponto de não conseguir parar. Confesso que simpatizei mais com ele depois disso (Tenho uma certa implicância com ele).
E não podia esquecer do Matthew Goode com aquele jeito dele que me conquistou em The Good Wife.
Uma curiosidade é que o Benedict Cumberbatch é um parente distante de Alan Turing segundo o site Ancestry.com. aqui.
No ano passado, o jornal Telegraph republicou as palavras cruzadas originais que Alan Turing usou para recrutar pessoas em 1942. Você pode tentar fazer
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domingo, 25 de janeiro de 2015
The Normal Heart
The Normal Heart conta a história de ativistas gays no início da década de 80 que tentam chamar a atenção da população e do governo para a epidemia da então desconhecida AIDS. É um filme de TV e, se não tivesse sido indicado ao Globo de Ouro, provavelmente eu nem veria, apesar de ter um elenco de peso: Mark Ruffalo (que eu adoro desde que ele me convenceu como o novo Hulk no filme dos Vingadores), Jim Parsons (que eu não consegui vê-lo senão como Sheldon de The Big Bang Theory) e a Julia Roberts. Um nome que eu não conhecia, mas que me chamou a atenção foi o Matt Bomer (que ganhou o Globo de Ouro de ator coadjuvante em filme de TV ou mini-série) pela beleza como o próprio Mark Ruffalo nota no filme (minha reação ao vê-lo foi a mesma que a dela).
Esse tipo de filme me deixa muito triste, chocada de ver as pessoas morrendo sem sabe do que, sendo discriminadas pelas outras pessoas, realmente mexe comigo. O filme terminou e eu só conseguia pensar na música da Madonna In This Life, que ela fez em homenagem a um amigo dela que morreu de AIDS.
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sábado, 17 de janeiro de 2015
Violette

Fui ver Violette porque é um filme francês, não sabia nada sobre a história e achei que fosse ficção. Acontece que é uma cinebiografia da escritora francesa Violette Leduc. O filme foca no relacionamento dela com Simone de Beauvoir que a ajudou a se tornar uma escritora.
Saí do filme com a ideia de que o filme era só mais uma biografia, não achei nada demais. Mas conforme foi passando o tempo, percebi como ele mexeu comigo e eu me senti diferente. Em algumas cenas do filme, eu me incomodava pela maneira como ela agia, o jeito carente, em cima dos outros querendo amor. Mas do final do filme quando ela encontra a paz, que nem sei se ela buscava, é gratificante. Não passei pelo sofrimento de assistir à toa.
domingo, 11 de janeiro de 2015
O Poderoso Chefão III
E finalmente completei a trilogia vendo a terceira parte de O Poderoso Chefão. Mais um riscado da lista. Confesso que não achei tão bom quanto os outros dois, mas é um desfecho necessário e interessante da história de Michael Corleone. No primeiro filme, vemos a sua ascensão e o que o levou a seguir com os negócios do pai. Já no segundo, nos deparamos com as suas escolhas para manter os negócios funcionando e seu consequente isolamento. Neste terceiro filme, percebemos o seu arrependimento e a intensão de redenção, querendo legitimar seus negócios e se reaproximando da família. A filha é vivida pela Sofia Coppola, filha do diretor, que já havia participado do primeiro filme como sua sobrinha. O interessante do filme é usar fatos reais como plano de fundo para a história.
Uma curiosidade sobre o filme é que Robert de Niro, que fez Don Corleone jovem no segundo filme, foi cotado para o papel de Vincent Mancini, que acabou ficando com Andy Garcia. Se de Niro, tivesse ficado com o papel, teriam que envelhecer mais ainda o Al Pacino.
domingo, 4 de janeiro de 2015
O Que Rolou na 6a Temporada de The Good Wife até Aqui
Após
meses de suspensão, entre a 5a e a 6a temporada de The Good Wife, ficamos sabendo a resposta de Alicia se ela aceita
concorrer ao cargo de State's Attorney, vemos ela aversa a
essa ideia. O que realmente era de se esperar conhecendo-a como a
conhecemos. E é aí que vemos Eli Gold mostrar porque ele é tão
bom no que faz, suas estratégias para convencê-la e ao Peter que,
de início, não se mostra favorável a ideia. Observamos pouco a
pouco Alicia migrando dos tribunais para a política, de forma relutante,
e seus podres e de seus familiares aparecendo. Seu novo gerente de
campanha, Johnny Elfman, juntamente com Eli, vão guiá-la por este
novo mundo com novas regras em que as aparências valem mais que os
fatos. E esse campo fica bem mais confuso quando surge um novo
canditado que propõe a Alicia uma disputa limpa, sem baixarias, mas
as baixarias continuam aparecendo.
Enquanto
isso, Cary é preso. De início parece um caso simples, que seria o
plot de um ou dois
episódios, mas se mostra como a outra linha
condutora desta temporada. Um caso envolvendo drogas que coloca
Lemond Bishop como peça central e grande vilão desta temporada
junto com o atual States Atorney que quer usar a situação de Cary
para atingir a candidatura de Alicia. Pouco a pouco vemos essas duas
tramas se entrelaçando e as vidas de Alicia e Cary sendo esmiuçados.
No meio
disso tudo, nos perguntamos como fica Florrick/Agos, Alicia
gradativamente deixando seus casos de lado para se dedicar a campanha
e Cary se concentrando em seu próprio caso poderia causar problemas,
mas Diane se junta ao time em uma fusão que esvazia os escritóris
de Lockhart/Gardner e Canning levando consigo um time de peso.
Essa
confusão reflete na vida pessoal deles. O relacionamento amoroso de
Kalinda e Cary fica prejudicado uma vez que a agente de condicional
de Cary a vê como uma pessoa perigosa e proíbe os dois de se
aproximarem. Mas emocionalmente, os dois estão mais ligados do que
nunca. Kalinda usando seus contatos no FBI e enfrentando Bishop cara
a cara em uma cena que vale por uma temporada inteira. Tudo para
tentar inocentar Cary. Mas Cary se sente incomodado com o
envolvimento de Kalinda atrapalhando sua própria defesa e o
colocando-o em risco de voltar para a cadeia.
Já
Alicia vê seu relacionamento com Finn se fortalecento. Será que
isso vai mais do que uma bela amizade? Muitos torcem para que sim.
Isso só os próximos episódios dirão. Mas poderia ser diferente já
que Polmar é o promotor no caso de Cary e ele não pega leve. Mas os
dois lidam com isso muito bem e ele até ajuda Alicia na sua
recém-anunciada candidatura. Mas nem por isso os resultados são os
desejados, para alguns, isso pode gerar alguma desconfiança com
relação aos seus reais objetivos. Mas quando Finn se depara com
fatos que colocam a acusação sobre Cary em dúvida pede demissão
da promotoria e abre sua própria firma no mesmo prédio da firma de
Alicia que, neste ponto, voltou às instalações da antiga Lockhat
Gardner e Canning. Isso acaba aproximando os dois e, diferentemente
do que aconteceu com Will, o cosmos parece contribuir para estreitar
os laços entre os dois numa relação construída na base da amizade
e confiança, mesmo eles se esforçando para fugir desse caminho.
sábado, 20 de dezembro de 2014
Boyhood: Da Infância à Juventude
Boyhood já tinha passado no festival do Rio, mas eu não tinha tido a chance de ver como aconteceu com O Jogo da Imitação. Diferente deste último, o filme estreou rápido por aqui e pude vê-lo. O que me chamou a atenção para ele foi o fato de ter sido filmado em 12 anos mostrando realmente o crescimento do garoto.
Vendo o filme, fiquei pensando o que aconteceria se um dos atores, sei lá, ficasse famoso e desistisse do projeto. Meu sentimento se intensificou depois que descobri que a lei americana proíbe contratos que durem mais de 7 anos, então ninguém tinha contrato. Mas realmente quem aparece no filme é o menino, a irmã dele que é a filha do diretor, o Ethan Hawke (grande amigo do diretor) e a Patricia Arquette. Em certos momentos, pensei "Aí ela estava filmando Medium, o cabelo está igualzinho ao da série." Eu não fui a única que pensou nesses 'desastres'. O diretor Richard Linklater delegou a tarefa de terminar o filme caso ele fiesse a falecer durante esses 12 anos.
Uma das cenas que achei mais engraçado foi a conversa sobre futuros filmes de Star Wars, filmada em 2008. Coincidentemente, o filme foi lançado agora que começaram a trabalhar no filme.
O filme em si tem a cara do Linklater e o mesmo estilo da trilogia de Antes do Amanhecer com bastante conversa sobre a vida e relacionamentos e as visões nas diferentes fases da vida.
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domingo, 7 de dezembro de 2014
Saint Laurent
Reinaugurou a pouco tempo o cinema da uff e essa semana tive a oportunidade de conferir como ficou quando fui ver Saint Laurent. Está lindo e Niterói estava merecendo um lugar assim.
O filme conta a história do estilista Yves Saint Laurent no período de 1967 à 1976 na sua época mais promissora. Mas como biografia deixa um pouco a desejar. O que eu senti é que ele é ótimo para quem conhece a história dele e entende as referências contidas no filme, mas para quem não conhece, como eu, fica um pouco picotada a história. Nas palavras do diretor Bertrand Bonello (de O Pornógrafo): "A maioria das biografias pretende retratar o homem por trás do mito. No meu caso, eu queria permanecer no mito." Acho que bem isso mesmo. Um destaque para a trilha sonora e a fotografia do filme.
Este foi o filme escolhido para representar a França no Oscar de 2015. Além deste, tem umoutro filme sobre o estilista, também deste ano, chamado Yves Saint Laurent que eu ainda não vi.
domingo, 23 de novembro de 2014
Antes da Meia-Noite
Desde que Antes da Meia-Noite saiu no cinema, eu estou me devendo. Na época não consegui ver por algum motivo que não lembro agora. E estava tão ansiosa para isso, porque adorei os outros dois: Antes do Amanhecer (que mostra a maneira inusitada que eles se conheceram) e Antes do Pôr-do-Sol (que conta o que acontece depois do primeiro filme, eu sei, isso é óbvio, mas não quero estragar a surpresa).
Enquanto os filmes anteriores relatam o desenvolvimento do relacionamento do casal, neste vemos uma relação já estabelecida e até desgastada pelos pequenos ressentimentos acumulados durante a vida que na hora da raiva vem à tona. Vemos um lado mais prático do relacionamente de lidar com as questões do dia a dia, o convívio entre eles, com os filhos, com os outros com o mesmo clima que eu tanto gostei nos outros filmes de falar as coisas abertamente. Mesmo na hora da briga, eles mantém a capacidade de abrir um com o outro.
Além disso, observamos três momentos da vida. O filho de Jesse, do primeiro casamento, na descoberta do amor, os dois vivênciando uma relação e o amigo de Jesse lidando com a perda da pessoa amada.
Agora uma cena que eu achei curiosa é quando o Jesse e os amigos estão falando dos livros que ele escreveu. É como uma crítica dentro do filme. E uma curiosidade é que o filme é dedicado a memória de Amy Lehrhaupt que inspirou o primeiro filme. O diretor passou uma noite conversando e caminhando pela Filadélfia com ela, como no filme. Apesar de terem mantido contado depois disso, acabaram por se afastar. Ele fez os dois primeiros filmes na esperança de reencontrá-la. (Já viu essa história, certo?) Mas nada aconteceu até 2010, quando um amigo dela, informou que ela havia morrido num acidente de carro pouco depois das filmagens do primeiro filme ter começado. Richard Linklater e Ethan Hawke ficaram arrasados quando souberam. Que bom que o filme tem um final melhor.
domingo, 16 de novembro de 2014
O Poderoso Chefão II
Assim como o primeiro filme, fui ver O Poderoso chefão II sem saber nada sobre a trama e o enredo. Achei que seria a continuação do primeiro filme da onde ele parou e me surpreendi em ver que ele se divide em dois momentos: o presente com Michael Corleone comandando os negócios da família e o passado de Vito Corleone saindo da Sicília e vindo para a América ainda criança e, mais tarde, começando seu império. Apenas a parte do passado de Vito Corleone estava no livro de Mario Puzo, a parte de Michael é um roteiro original, mesmo assim o filme ganhou o Oscar de roteiro adaptado.
E algo que me deixou bem feliz foi que o Copolla dirigiu este filme também. O primeiro filme teve tantos problemas que ele tinha desistido de dirigir a continuação, ficando só com a produção, mas voltou atrás após o estúdio ter rejeitado Martin Scorsese para o seu lugar. Não gosto do Scorsese e fico pensando em como esse filme passaria da lista dos melhores filmes para a dos piores se ele tivesse dirigido.
O que mais me chamou a atenção nesse filme foi como as escolhas de Michael o levam a solidão no final dos dois tempos narrativos. E já havia até uma pista disso no final do primeiro filme. Achei bem triste.
sábado, 18 de outubro de 2014
O Exorcismo de Emily Rose
Quando O Exorcismo de Emily Rose estreou, eu pensei que seria um outro O Exorcista e, como não gosto desse tipo de filme, nem dei muita bola. Só recentemente um amigo me falou que era um filme de tribunal, o que eu adoro, então resolvi assistir.
O filme mostra o julgamento de um padre acusado de homicídio por negligência ao fazer um ritual de exorcismo em uma jovem. O filme é baseado em um caso real que ocorreu na Alemanha na década de 70. A advogada contratada pela arquidiocese para defender réu tem o se decidir entre cumprir as ordens ou defender o padre mesmo que isso custe o seu emprego. No decorrer do filme, os acontecimentos vão sendo explicados conforme os depoimentos no tribunal. O filme tem esse tema de fundo de terror, mas, na minha opinião, foge dos clichês desses filmes.
sábado, 4 de outubro de 2014
As Crianças Vermelhas
Apesar do título, As Crianças Vermelhas é um filme em preto em branco, o segundo do dia. Ele faz parte da mostra Panorama do Festival do Rio. Aproveitei o horário próximo ao outro que eu queria ver mesmo e o fato de ser francês.
O filme quase não tem diálogos e a história é contada através de um narrador o que dá um tom de reflexão ao filme onde as angústias da vida. A narrativa é quebrada para dar lugar aos depoimentos dos personagens num tom meio documental. Garrance acaba de perder seu primeiro amor, Jonathan quer achar um sentido para sua vida e David enxerga o mundo atrás dos livros.
sábado, 27 de setembro de 2014
Quod Erat Demonstrandum
Quod Erat Demonstrandum ou Q.E.D. é uma expressão usada pelos matemáticos para indicar o fim de uma demonstração e quer dizer 'como se queria demonstrar', mas é também o nome de um filme romeno sobre um matemático tentando o grau de doutor durante o regime comunista na década de 80.
É claro que quando eu vi que o filme do Festival do Rio era sobre um matemático, tinha que ver. Para complementar o enredo, Soran é um matemático que teve uma brilhante ideia para sua tese de doutorado usando séries de Fourier. Alvo do serviço secreto, ela não consegue publicar seu trabalho e quer enviá-lo para fora para ser lido e reconhecido. Paralelamente, Elena, cujo marido foi morar na França, quer o passaporte para ir morar com ele.
Filmado em preto em branco, o filme transmite a atmosfera tensa dos conflitos que vão se criando por decorrência disso. Confesso que as vezes ficava até um pouco cansativo, mas é o tipo de filme mesmo.
Q.E.D.
domingo, 24 de agosto de 2014
A Espuma dos Dias
Não sei nem como começar a falar desse filme de tão louco que é. A Espuma dos Dias (L'Écume de Jours) se passa em mundo completamente absurdo, extravagante e colorido onde coisas inimagináveis são naturais como, por exemplo, um piano que faz drinks a partir da música tocada. Baseado no livro homônimo de Boris Vian, lembrou-me bastante de Pele de Asno. Depois descobri que já havia uma adaptação chamada A Espuma da Vida de 1968, mesma época de Pele de Asno. Para ter uma ideia da loucura do filme também, é do mesmo diretor de Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças.
O filme conta a história de um homem que tem uma vida confortável vivendo de rendas e cercado de amigos, mas ele ainda quer se apaixonar. Neste momento, ele conhece uma moça delicada e suave que o faz lembrar do jazz de Duke Ellington. O mais interessante do filme é que o ambiente do casal reflete a relação dos dois. Quando ela tem um problema de saúde, tudo a volta deles começa a desmoronar. Assim como me encantei com as cores e o inusitado alegre e, até certo ponto ingênuo, do início do filme, me entristeci com as cores desbotadas e o universo se deteriorando do final.
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