sábado, 30 de agosto de 2014

O Negócio - 2a Temporada

Semana passada foi a estreia da 2a temporada de O Negócio. Eu estava super animada, porque gostei bastante da 1a temporada. A maneira de se aplicar as estratégias de marketing no negócio delas me interessava bastante. A sensação que tive com esse primeiro episódio da segunda temporada é que isso vai ficar um pouco de lado, o que não me agrada, para focar um pouco mais na vida pessoal das três protagonistas. É claro que a série tem que evoluir, ir para novos horizontes, mas não devemos esquecer da essência da série que é usar o marketing no ramo da prostituição.
Esquecendo esse meu receio, o primeiro episódio deu bem o tom da temporada. Além de elas terem que lidar com a pirataria, Karen/Joana tem que conciliar o trabalho com o namoro. Enquanto isso, Luna lida com o namorado real e o de mentira que começa a causar problemas. Já Magali, linda de visual novo linda (dá um ar mais moderno para ela), enfrenta um dilema envolvendo uma grande amiga. Vamos ver amanhã como essas tramas se desenrolam.

domingo, 24 de agosto de 2014

A Espuma dos Dias

Não sei nem como começar a falar desse filme de tão louco que é. A Espuma dos Dias (L'Écume de Jours) se passa em mundo completamente absurdo, extravagante e colorido onde coisas inimagináveis são naturais como, por exemplo, um piano que faz drinks a partir da música tocada. Baseado no livro homônimo de Boris Vian, lembrou-me bastante de Pele de Asno. Depois descobri que já havia uma adaptação chamada A Espuma da Vida de 1968, mesma época de Pele de Asno. Para ter uma ideia da loucura do filme também, é do mesmo diretor de Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças.
O filme conta a história de um homem que tem uma vida confortável vivendo de rendas e cercado de amigos, mas ele ainda quer se apaixonar. Neste momento, ele conhece uma moça delicada e suave que o faz lembrar do jazz de Duke Ellington. O mais interessante do filme é que o ambiente do casal reflete a relação dos dois. Quando ela tem um problema de saúde, tudo a volta deles começa a desmoronar. Assim como me encantei com as cores e o inusitado alegre e, até certo ponto ingênuo, do início do filme, me entristeci com as cores desbotadas e o universo se deteriorando do final.

domingo, 17 de agosto de 2014

2048

Uma amiga me falou que estava viciada em um jogo chamado 2048, aparentemente, a nova sensação depois de Candy Crush. E eu nunca tinha ouvido falar. A primeira coisa que me veio a cabeça foi a série Almost Human que se passava nesse ano. Fui pesquisar e adivinhem? Me viciei também.
O jogo consiste em um quadrado 4x4 e blocos com potências de 2. Juntando dois blocos iguais que estão um do lado do outro, obtém-se um com uma potência maior. O objetivo é formar o número 2048. Parece simples, mas exige raciocínio para mover as peças e não faltar espaço. Depois você pode até continuar e tentar formar potências maiores: 4096, 8192, ...



sábado, 9 de agosto de 2014

Enquêtes Réservées


Percebi que meu inglês melhorou muito depois de começar a assistir séries americanas sem dublagem. Então, para melhorar meu francês, resolvi fuçar a programação da TV5 atrás de séries francesas. A que mais me interessou foi uma chamada Enquêtes Réservées, série de investigação policial passada em Marseille. Ainda estou me ambientando com a série, vi somente dos episódios. O chato é que passa de madrugada e eu tenho que acordar cedo no dia seguinte (ou no mesmo).
Além dos crimes de cada episódio que eles resolvem, tem a trama de cada personagem se desenvolvendo durante os vários episódios. E isso trás uma aproximação com o espectador. Gostei da série logo de cara. Ela teve 6 temporadas e acabou ano passado.

domingo, 3 de agosto de 2014

Guardiões da Galáxia

Que filme divertido. Já estava ouvindo as pessoas falarem bem, mas não imaginei que fosse ficar genuinamente feliz ao sair do cinema após assistir Guardiões da Galáxia. E olha que eu estava meio desconfiada, com medo de não gostar por não conhecê-los. Mas a Marvel sabe fazer filme.
Diversos foras da lei se unem, cada um com um objetivo distinto, para combater Ronan, o Acusador, que pretende destruir a galáxia. A questão é que eles não se entendem (possivelmente por seus objetivos diferentes) e são repletos de humor como, por exemplo, Drax e sua incapacidade de entender metáforas e Peter Quill e sua trilha sonora oitentista que dá um toque especial ao filme.
Confesso que o que mais me atraia no filme era ver a Karen Gillan, que foi uma das companheiras do Doctor Who, como Nebula. Ela inclusive raspou a cabeça para o papel. 
E a Marvel acertou também no marketing do filme em cima do Vin Diesel dublar a árvore Groot. A única fala dele é "Eu sou Groot." e ele dublou em 6 idiomas diferentes. Você pode conferir no video abaixo. Outra curiosidade é que a cidade de Xandar foi inspirado nos trabalhos do arquiteto espanhol Santiago Calatrava que fez, entre outras coisas, a Cidade das Artes e das Ciências em Valência, Espanha. E por falar em formas e geometria, a nave do Ronan é linda, parece um helicoide.

sábado, 26 de julho de 2014

O Poderoso Chefão



Vi que ia passar na tv e me programei para ver O Poderoso Chefão e melhorar minha deficiência cinematográfica. Todo mundo comenta e fala desse filme, é um clássico do cinema. Faltavam 10 minutos para terminar o filme e faltou luz aqui em casa. Que raiva que eu fiquei de não poder ver o final do filme. Demorei tanto para vê-lo. Ainda bem que ela voltou rapidinho e (acho que) não perdi quase nada. Deu para ver o final que, aliás, achei muito bom. É muito bom ver esses grandes atores nos papéis que o consagraram como Al Pacino (que eu quase não reconheci de tão novinho, rs) e Marlon Brando. Descobri que ele queria que Don Corleone se parecesse com um bulldog, então ele colocou algodão nas bochechas na audição. Depois nas filmagens, ficou por conta do maquiador. Olha a foto que eu achei.
Não tinha a menor ideia da história do filme, quero dizer, é claro que eu sabia que era sobre uma família de mafiosos, mas não sabia dos detalhes da trama que mostra como filho correto (Al Pacino) que nunca quis participar dos negócios da família acaba tomando a frente quando o pai (Brando) sofre um atentado. O filme fala acima de tudo de família. Falando assim, parece que o filme é sobre o personagem de Al Pacino, mas Marlon Brando foi indicado (e ganhou) ao Oscar de Melhor Ator e Al Pacino de Ator Coadjuvante. Al Pacino ficou tão revoltado que boicotou a premiação alegando que aparecia na tela a mesma quantidade de tempo que Brando.

sábado, 19 de julho de 2014

O Teorema Zero


Ainda estou tentando entender o filme. O filme é muito louco. O personagem do Christoph Waltz (que está careca e mais parece o John Malkovich) trabalha numa empresa e o seu trabalho parece ser jogar video-game o dia inteiro. Só parece, na verdade ele é um programador/hacker ou algo assim, mas a maneira como ele faz é como se fosse video-game. Ele é um sujeito que tem medo de tudo e implora pela chance de trabalhar em casa (na verdade é uma igreja) e não ter que sair e encontrar com pessoas. Como ele é um dos funcionários mais produtivos, o gerente (que só fui descobrir ser o Matt Damon nos créditos) resolve lhe dar uma tarefa árdua: resolver o Teorema Zero, que seria o teorema que tem a resposta para o sentido da vida (tema recorrente nos filmes do Terry Gilliam). Claro que ele não aguenta a pressão. Nesse ponto, o filme me lembrou bastante Pi, pertubador demais. O visual do filme tem personalidade, mistura o urbano poluído e o gótico imponente. A trilha sonora que conta com uma versão de Creep (Radio Head) feita por Karen Souza.

sábado, 12 de julho de 2014

Carrie, a Estranha

Outro filme da lista que vi recentemente. Todo mundo conhece a cena famosa do filme Carrie, a Estranha (o original de 1976) no baile de formatura. Eu achei que a cena fosse no início do filme e seria o catalizador para a estranheza da menina que sofria bullying na escola, mas não. A cena é quase no final. O catalizador foi sua primeira menstruação no vestiário do colégio. Ela não sabia o que era, entra em desespero e é zoada pelas outras meninas. É de se entranhar o fato de ela não saber o que é isso, mas depois que se conhece a mãe, uma religiosa bitolada que vê pecado em absolutamente tudo, parece até normal. Aliás, me impressionou a articulação com que ela fala com a mãe, imaginei que uma pessoa reprimida como ela foi não teria coragem para falar com a mãe daquele jeito. Junto com a menstruação vem os poderes dela que, posteriormente, usa para se vingar. Eu não sabia, mas o filme é com o John Travolta. E foi o primeiro livro do Stepehn King adaptado para o cinema.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Jogo Chorado - Uma Reflexão

Foto de Antonio Milena
Sinto que tenho que falar sobre a seleção brasileira. Todos falam que a seleção está muito emotiva, com os nervos a flor da pele, como se isso fosse algo negativo. Não acredito que seja. A Maitê Proença falou no programa Extraordinários exatamente o que eu penso sobre isso. Fiquei muito feliz de ter alguém que compartilhe da minha opinião e a tenha expressado de forma tão objetiva (eu ainda não tinha tanta consciência para tal).
Procurei o vídeo para postar, mas não achei. Então vou tentar colocar aqui em palavras. As emoções à flor da pele mostram que eles estão ali inteiros com sua força e fragilidade, presentes.
Tenho medo de que a atenção que a pressão sobre esse fato atrapalhe  o desempenho dos nossos homens, de eles se sentirem reprimidos em suas emoções e se reprimirem dentro de campo também. Claro que eu percebo uma ansiedade dos jogadores, a pressão que eles sentem para mostrar resultado. E eu sinto também que esse choro catártico é o que os protege de tudo isso em volta deles. Não é lugar para catarse? Pode ser, mas ela vem, quando vem. E eu considero isso mais importante que um jogo.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

França x Equador

No jogo França x Honduras, o Rio estava lotado de argentinos já que eles jogavam no Maracanã. Quem jogava lá essa vez era França x Equador nessa pela tarde de inverno. Tentei comprei ingresso para esse jogo, mas não consegui. Tive que me contentar com o jogo no telão da praia que não estava tão cheia de argentinos dessa vez (eles estavam no sul), mas o resto da América latina estava muito bem representada.
Logo que cheguei lá passou um grupo de franceses conversando entre eles. Um menino que devia ter uns 5 ou 6 anos comentou com a mãe: "Mãe, eles tam falando um monte de coisa diferente." No que a mãe respondeu: "É outra língua, por isso que eu quis te trazer aqui, para você conhecer essas coisas." Fico encantada com esse comportamento das crianças de achar tudo diferente e se deslumbrar com isso. Devíamos manter isso quando adultos.
Cheguei um pouco cedo para o jogo, então fui ver os ursos no final do Leme. Você pode pensar que os ursos não são animais típicos do Brasil, então o que eles estão fazendo aqui? É uma exposição chamada Buddy Bears - A Arte da Tolerância organizada pelo consulado da Alemanha em comemoração ao ano da Alemanha no Brasil com o intuito de promover a união entre os povos.
Aqui estão alguns que eu gostei mais.
Brasil (lindão)CanadáCroácia

FrançaMéxico


Este último, além do rosto do Einstein que vocês estão vendo aí, tem uma citação dele que resume a ideia da exposição:


Peace cannot be kept by force. It can only be achieved by understanding.

(A paz não pode ser mantida à força. Só pode ser conseguida pela compreensão.)


O jogo, apesar de não ter tido gol, foi bem empolgante. Eu estava com a camisa da França, mas torcia para o Equador (ganhar com 6 gols de diferença). Queria a França como 2a do grupo para disputar a final com o Brasil. Já não será mais possível. O pessoal não estava tão animado quanto no outro jogo, talvez pelo fato de não ter tido gol. Mas estavam prestando toda a atenção no telão.

Depois do jogo dei um pulinho na loja oficial. Ainda bem que não vendem lápis, senão é claro que eu ia comprar. Só tinha caneta. E como minha síndrome de turista está atacadíssima, não pude deixar de tirar uma foto com o boné do Fuleco.