domingo, 23 de novembro de 2014

Antes da Meia-Noite


Desde que Antes da Meia-Noite saiu no cinema, eu estou me devendo. Na época não consegui ver por algum motivo que não lembro agora. E estava tão ansiosa para isso, porque adorei os outros dois: Antes do Amanhecer (que mostra a maneira inusitada que eles se conheceram) e Antes do Pôr-do-Sol (que conta o que acontece depois do primeiro filme, eu sei, isso é óbvio, mas não quero estragar a surpresa).
Enquanto os filmes anteriores relatam o desenvolvimento do relacionamento do casal, neste vemos uma relação já estabelecida e até desgastada pelos pequenos ressentimentos acumulados durante a vida que na hora da raiva vem à tona. Vemos um lado mais prático do relacionamente de lidar com as questões do dia a dia, o convívio entre eles, com os filhos, com os outros com o mesmo clima que eu tanto gostei nos outros filmes de falar as coisas abertamente. Mesmo na hora da briga, eles mantém a capacidade de abrir um com o outro.
Além disso, observamos três momentos da vida. O filho de Jesse, do primeiro casamento, na descoberta do amor, os dois vivênciando uma relação e o amigo de Jesse lidando com a perda da pessoa amada.
Agora uma cena que eu achei curiosa é quando o Jesse e os amigos estão falando dos livros que ele escreveu. É como uma crítica dentro do filme. E uma curiosidade é que o filme é dedicado a memória de Amy Lehrhaupt que inspirou o primeiro filme. O diretor passou uma noite conversando e caminhando pela Filadélfia com ela, como no filme. Apesar de terem mantido contado depois disso, acabaram por se afastar. Ele fez os dois primeiros filmes na esperança de reencontrá-la. (Já viu essa história, certo?) Mas nada aconteceu até 2010, quando um amigo dela, informou que ela havia morrido num acidente de carro pouco depois das filmagens do primeiro filme ter começado. Richard Linklater e Ethan Hawke ficaram arrasados quando souberam. Que bom que o filme tem um final melhor.

domingo, 16 de novembro de 2014

O Poderoso Chefão II


Assim como o primeiro filme, fui ver O Poderoso chefão II sem saber nada sobre a trama e o enredo. Achei que seria a continuação do primeiro filme da onde ele parou e me surpreendi em ver que ele se divide em dois momentos: o presente com Michael Corleone comandando os negócios da família e o passado de Vito Corleone saindo da Sicília e vindo para a América ainda criança e, mais tarde, começando seu império. Apenas a parte do passado de Vito Corleone estava no livro de Mario Puzo, a parte de Michael é um roteiro original, mesmo assim o filme ganhou o Oscar de roteiro adaptado.
E algo que me deixou bem feliz foi que o Copolla dirigiu este filme também. O primeiro filme teve tantos problemas que ele tinha desistido de dirigir a continuação, ficando só com a produção, mas voltou atrás após o estúdio ter rejeitado Martin Scorsese para o seu lugar. Não gosto do Scorsese e fico pensando em como esse filme passaria da lista dos melhores filmes para a dos piores se ele tivesse dirigido.
O que mais me chamou a atenção nesse filme foi como as escolhas de Michael o levam a solidão no final dos dois tempos narrativos. E já havia até uma pista disso no final do primeiro filme. Achei bem triste.

domingo, 9 de novembro de 2014

Caminhos Caóticos

Já tinha lido dois contos do autor, amigo de colégio Sandro Quintana, um é parte do livro 2013 - Ano Um e outro, chamado Deixando as Profundezas, em um blog e fiquei impressionada com o que li.
Caminhos Caóticos é um livro de contos dos mais diversos estilos: amores duradoures, outros nem tanto, policial, fantasia ou amores obsessivos. E tudo com muita sensibilidade, de uma forma bem criativa, principalmente na releitura de histórias já conhecidas como, por exemplo, a de chapeuzinho vermelho. Em alguns momentos com gostinho de infância, um que de ingenuidade e um final épico.
O conto que mais gostei foi O Corte Perfeito (que eu sempre leio corpo perfeito, Freud explica) sobre um jovem samurai em busca do corte perfeito com a sua espada. Outro fato interessante sobre o livro é que, no início, ele conta um pouco da inspiração para cada conto. Isso ajuda a entrar no clima de cada história, fez eu me sentir mais íntima de cada história, um pequeno aconchego.

domingo, 2 de novembro de 2014

Rio 2

Animação despretensiosa agrada (quase) sempre, é o caso de Rio 2. Falando assim parece que o filme tem algum problema, mas não. Coloquei o quase entre parenteses porque quando fui ver com alguns amigos, um deles ficou meio reticente em vê-lo pela falta de realismo do primeiro filme. Mais precisamente a parte em que os traficantes de animais invadem o desfile de carnaval do sambódromo, como se fosse fácil assim. Mas convenhamos, é um filme e uma animação, alguma falta de realismo é inclusive esperado (mas nem tento quanto em A Espuma dos Dias).
Já com família formada, a arara azul nada silvestre Blu e sua amada Jade resolvem ir para a floresta Amazônica ajudar Túlio e Linda a encontrar outro membro de sua espécie. Até então, eles acreditam serem os últimos. Junto com eles, vai a turma toda do primeiro filme a procura de talentos para o espetáculo de carnaval que estão querendo fazer. Chegando lá, encontram um velho conhecido, a cacatua Nigel, que quer se vingar de Blu. Quem o acompanha nessa jornada é a sapinha Gabi, apaixonada cegamente por ele, e o um tamanduá comilão.
A graça do filme é imaginar Blu, criado com hábitos humanos, metido numa floresta cheia de mosquitos e perigo. É muito divertido!

domingo, 26 de outubro de 2014

Apagando Incêndios - ou Como Pensam os Matemáticos

Considere duas seguintes situações.

Situação 1: Numa sala, tem algo pegando fogo. Tem uma garrafa de água em cima da mesa. Como fazer para apagar o fogo?


  1. Pegar a garrafa de água na mesa.
  2. Andar até o fogo.
  3. Abrir a garrafa.
  4. Jogar a água no fogo.
Simples, não?

Situação 2: Considere a mesma situação, só que a garrafa está em cima de um armário. Como proceder agora?
    1. Colocar uma cadeira do lado do armário.
    2. Subir na cadeira.
    3. Pegar a garrafa de água.
    4. Colocar a garrafa de água em cima da mesa.
    5. Proceder como no caso anterior.
    Não foi exatamente o que você tinha imaginado, não é mesmo? Mas é assim que os matemáticos pensam. Quando provando um teorema, tentam sempre recair num caso anterior que já sabem resolver.

    sábado, 18 de outubro de 2014

    O Exorcismo de Emily Rose

    Quando O Exorcismo de Emily Rose estreou, eu pensei que seria um outro O Exorcista e, como não gosto desse tipo de filme, nem dei muita bola. Só recentemente um amigo me falou que era um filme de tribunal, o que eu adoro, então resolvi assistir.
    O filme mostra o julgamento de um padre acusado de homicídio por negligência ao fazer um ritual de exorcismo em uma jovem. O filme é baseado em um caso real que ocorreu na Alemanha na década de 70. A advogada contratada pela arquidiocese para defender réu tem o se decidir entre cumprir as ordens ou defender o padre mesmo que isso custe o seu emprego. No decorrer do filme, os acontecimentos vão sendo explicados conforme os depoimentos no tribunal. O filme tem esse tema de fundo de terror, mas, na minha opinião, foge dos clichês desses filmes.

    sábado, 11 de outubro de 2014

    Pequenas Histórias

    Durante a Copa do Mundo, um garotinho vê um grupo de franceses passar por ele, todos com as cores azul, branco e vermelho nas roupas e na bandeira usada como capa. O menino comenta com a mãe:
        Mãe, eles estão falando um monte de coisa que eu não entendo.
    No que a mãe prontamente respondeu:
        É outra língua. É por isso que eu quis trazer você aqui. Para você ver essas coisas.

    ****

    Entro na livraria segurando a garrafa de água meio apreensiva de ser chamada atenção por causa disso. Não aconteceu. Na prateleira, me deparo com o livro "Manual Prático de Bons Modos Em Livrarias", intrigada coloco a garrafa no chão e abro em uma página aleatória. Está lá:
    Não sabe o que fazer com a garrafa/lata de refrigerante enquanto folheia um livro? Termine de beber lá fora e depois entre na livraria. 
    ****

    O telefone de casa está mudo. Ligo para a operadora para reclamar:

        O telefone aqui de casa está mudo.
        A senhora está falando da linha?

    Juro, fiquei tão perplexa com a pergunta que nem consegui responder.

    ****

    No Burger King, já quase na hora de fechar, peço o sanduíche uma batata grande. Logo depois de fechar o pedido e pagar, me arrependo e penso que poderia ter pedido onion rings em vez da batata. Nisso vem a atendente informando que a batata tinha acabado, se não poderia trocar por onion rings. Às vezes, coisas boas acontecem.