domingo, 16 de novembro de 2014

O Poderoso Chefão II


Assim como o primeiro filme, fui ver O Poderoso chefão II sem saber nada sobre a trama e o enredo. Achei que seria a continuação do primeiro filme da onde ele parou e me surpreendi em ver que ele se divide em dois momentos: o presente com Michael Corleone comandando os negócios da família e o passado de Vito Corleone saindo da Sicília e vindo para a América ainda criança e, mais tarde, começando seu império. Apenas a parte do passado de Vito Corleone estava no livro de Mario Puzo, a parte de Michael é um roteiro original, mesmo assim o filme ganhou o Oscar de roteiro adaptado.
E algo que me deixou bem feliz foi que o Copolla dirigiu este filme também. O primeiro filme teve tantos problemas que ele tinha desistido de dirigir a continuação, ficando só com a produção, mas voltou atrás após o estúdio ter rejeitado Martin Scorsese para o seu lugar. Não gosto do Scorsese e fico pensando em como esse filme passaria da lista dos melhores filmes para a dos piores se ele tivesse dirigido.
O que mais me chamou a atenção nesse filme foi como as escolhas de Michael o levam a solidão no final dos dois tempos narrativos. E já havia até uma pista disso no final do primeiro filme. Achei bem triste.

domingo, 9 de novembro de 2014

Caminhos Caóticos

Já tinha lido dois contos do autor, amigo de colégio Sandro Quintana, um é parte do livro 2013 - Ano Um e outro, chamado Deixando as Profundezas, em um blog e fiquei impressionada com o que li.
Caminhos Caóticos é um livro de contos dos mais diversos estilos: amores duradoures, outros nem tanto, policial, fantasia ou amores obsessivos. E tudo com muita sensibilidade, de uma forma bem criativa, principalmente na releitura de histórias já conhecidas como, por exemplo, a de chapeuzinho vermelho. Em alguns momentos com gostinho de infância, um que de ingenuidade e um final épico.
O conto que mais gostei foi O Corte Perfeito (que eu sempre leio corpo perfeito, Freud explica) sobre um jovem samurai em busca do corte perfeito com a sua espada. Outro fato interessante sobre o livro é que, no início, ele conta um pouco da inspiração para cada conto. Isso ajuda a entrar no clima de cada história, fez eu me sentir mais íntima de cada história, um pequeno aconchego.

domingo, 2 de novembro de 2014

Rio 2

Animação despretensiosa agrada (quase) sempre, é o caso de Rio 2. Falando assim parece que o filme tem algum problema, mas não. Coloquei o quase entre parenteses porque quando fui ver com alguns amigos, um deles ficou meio reticente em vê-lo pela falta de realismo do primeiro filme. Mais precisamente a parte em que os traficantes de animais invadem o desfile de carnaval do sambódromo, como se fosse fácil assim. Mas convenhamos, é um filme e uma animação, alguma falta de realismo é inclusive esperado (mas nem tento quanto em A Espuma dos Dias).
Já com família formada, a arara azul nada silvestre Blu e sua amada Jade resolvem ir para a floresta Amazônica ajudar Túlio e Linda a encontrar outro membro de sua espécie. Até então, eles acreditam serem os últimos. Junto com eles, vai a turma toda do primeiro filme a procura de talentos para o espetáculo de carnaval que estão querendo fazer. Chegando lá, encontram um velho conhecido, a cacatua Nigel, que quer se vingar de Blu. Quem o acompanha nessa jornada é a sapinha Gabi, apaixonada cegamente por ele, e o um tamanduá comilão.
A graça do filme é imaginar Blu, criado com hábitos humanos, metido numa floresta cheia de mosquitos e perigo. É muito divertido!

domingo, 26 de outubro de 2014

Apagando Incêndios - ou Como Pensam os Matemáticos

Considere duas seguintes situações.

Situação 1: Numa sala, tem algo pegando fogo. Tem uma garrafa de água em cima da mesa. Como fazer para apagar o fogo?


  1. Pegar a garrafa de água na mesa.
  2. Andar até o fogo.
  3. Abrir a garrafa.
  4. Jogar a água no fogo.
Simples, não?

Situação 2: Considere a mesma situação, só que a garrafa está em cima de um armário. Como proceder agora?
    1. Colocar uma cadeira do lado do armário.
    2. Subir na cadeira.
    3. Pegar a garrafa de água.
    4. Colocar a garrafa de água em cima da mesa.
    5. Proceder como no caso anterior.
    Não foi exatamente o que você tinha imaginado, não é mesmo? Mas é assim que os matemáticos pensam. Quando provando um teorema, tentam sempre recair num caso anterior que já sabem resolver.

    sábado, 18 de outubro de 2014

    O Exorcismo de Emily Rose

    Quando O Exorcismo de Emily Rose estreou, eu pensei que seria um outro O Exorcista e, como não gosto desse tipo de filme, nem dei muita bola. Só recentemente um amigo me falou que era um filme de tribunal, o que eu adoro, então resolvi assistir.
    O filme mostra o julgamento de um padre acusado de homicídio por negligência ao fazer um ritual de exorcismo em uma jovem. O filme é baseado em um caso real que ocorreu na Alemanha na década de 70. A advogada contratada pela arquidiocese para defender réu tem o se decidir entre cumprir as ordens ou defender o padre mesmo que isso custe o seu emprego. No decorrer do filme, os acontecimentos vão sendo explicados conforme os depoimentos no tribunal. O filme tem esse tema de fundo de terror, mas, na minha opinião, foge dos clichês desses filmes.

    sábado, 11 de outubro de 2014

    Pequenas Histórias

    Durante a Copa do Mundo, um garotinho vê um grupo de franceses passar por ele, todos com as cores azul, branco e vermelho nas roupas e na bandeira usada como capa. O menino comenta com a mãe:
        Mãe, eles estão falando um monte de coisa que eu não entendo.
    No que a mãe prontamente respondeu:
        É outra língua. É por isso que eu quis trazer você aqui. Para você ver essas coisas.

    ****

    Entro na livraria segurando a garrafa de água meio apreensiva de ser chamada atenção por causa disso. Não aconteceu. Na prateleira, me deparo com o livro "Manual Prático de Bons Modos Em Livrarias", intrigada coloco a garrafa no chão e abro em uma página aleatória. Está lá:
    Não sabe o que fazer com a garrafa/lata de refrigerante enquanto folheia um livro? Termine de beber lá fora e depois entre na livraria. 
    ****

    O telefone de casa está mudo. Ligo para a operadora para reclamar:

        O telefone aqui de casa está mudo.
        A senhora está falando da linha?

    Juro, fiquei tão perplexa com a pergunta que nem consegui responder.

    ****

    No Burger King, já quase na hora de fechar, peço o sanduíche uma batata grande. Logo depois de fechar o pedido e pagar, me arrependo e penso que poderia ter pedido onion rings em vez da batata. Nisso vem a atendente informando que a batata tinha acabado, se não poderia trocar por onion rings. Às vezes, coisas boas acontecem.

    sábado, 4 de outubro de 2014

    As Crianças Vermelhas

    Apesar do título, As Crianças Vermelhas é um filme em preto em branco, o segundo do dia. Ele faz parte da mostra Panorama do Festival do Rio. Aproveitei o horário próximo ao outro que eu queria ver mesmo e o fato de ser francês. 
    O filme quase não tem diálogos e a história é contada através de um narrador o que dá um tom de reflexão ao filme onde as angústias da vida. A narrativa é quebrada para dar lugar aos depoimentos dos personagens num tom meio documental. Garrance acaba de perder seu primeiro amor, Jonathan quer achar um sentido para sua vida e David enxerga o mundo atrás dos livros.