sábado, 19 de julho de 2014

O Teorema Zero


Ainda estou tentando entender o filme. O filme é muito louco. O personagem do Christoph Waltz (que está careca e mais parece o John Malkovich) trabalha numa empresa e o seu trabalho parece ser jogar video-game o dia inteiro. Só parece, na verdade ele é um programador/hacker ou algo assim, mas a maneira como ele faz é como se fosse video-game. Ele é um sujeito que tem medo de tudo e implora pela chance de trabalhar em casa (na verdade é uma igreja) e não ter que sair e encontrar com pessoas. Como ele é um dos funcionários mais produtivos, o gerente (que só fui descobrir ser o Matt Damon nos créditos) resolve lhe dar uma tarefa árdua: resolver o Teorema Zero, que seria o teorema que tem a resposta para o sentido da vida (tema recorrente nos filmes do Terry Gilliam). Claro que ele não aguenta a pressão. Nesse ponto, o filme me lembrou bastante Pi, pertubador demais. O visual do filme tem personalidade, mistura o urbano poluído e o gótico imponente. A trilha sonora que conta com uma versão de Creep (Radio Head) feita por Karen Souza.

sábado, 12 de julho de 2014

Carrie, a Estranha

Outro filme da lista que vi recentemente. Todo mundo conhece a cena famosa do filme Carrie, a Estranha (o original de 1976) no baile de formatura. Eu achei que a cena fosse no início do filme e seria o catalizador para a estranheza da menina que sofria bullying na escola, mas não. A cena é quase no final. O catalizador foi sua primeira menstruação no vestiário do colégio. Ela não sabia o que era, entra em desespero e é zoada pelas outras meninas. É de se entranhar o fato de ela não saber o que é isso, mas depois que se conhece a mãe, uma religiosa bitolada que vê pecado em absolutamente tudo, parece até normal. Aliás, me impressionou a articulação com que ela fala com a mãe, imaginei que uma pessoa reprimida como ela foi não teria coragem para falar com a mãe daquele jeito. Junto com a menstruação vem os poderes dela que, posteriormente, usa para se vingar. Eu não sabia, mas o filme é com o John Travolta. E foi o primeiro livro do Stepehn King adaptado para o cinema.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Jogo Chorado - Uma Reflexão

Foto de Antonio Milena
Sinto que tenho que falar sobre a seleção brasileira. Todos falam que a seleção está muito emotiva, com os nervos a flor da pele, como se isso fosse algo negativo. Não acredito que seja. A Maitê Proença falou no programa Extraordinários exatamente o que eu penso sobre isso. Fiquei muito feliz de ter alguém que compartilhe da minha opinião e a tenha expressado de forma tão objetiva (eu ainda não tinha tanta consciência para tal).
Procurei o vídeo para postar, mas não achei. Então vou tentar colocar aqui em palavras. As emoções à flor da pele mostram que eles estão ali inteiros com sua força e fragilidade, presentes.
Tenho medo de que a atenção que a pressão sobre esse fato atrapalhe  o desempenho dos nossos homens, de eles se sentirem reprimidos em suas emoções e se reprimirem dentro de campo também. Claro que eu percebo uma ansiedade dos jogadores, a pressão que eles sentem para mostrar resultado. E eu sinto também que esse choro catártico é o que os protege de tudo isso em volta deles. Não é lugar para catarse? Pode ser, mas ela vem, quando vem. E eu considero isso mais importante que um jogo.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

França x Equador

No jogo França x Honduras, o Rio estava lotado de argentinos já que eles jogavam no Maracanã. Quem jogava lá essa vez era França x Equador nessa pela tarde de inverno. Tentei comprei ingresso para esse jogo, mas não consegui. Tive que me contentar com o jogo no telão da praia que não estava tão cheia de argentinos dessa vez (eles estavam no sul), mas o resto da América latina estava muito bem representada.
Logo que cheguei lá passou um grupo de franceses conversando entre eles. Um menino que devia ter uns 5 ou 6 anos comentou com a mãe: "Mãe, eles tam falando um monte de coisa diferente." No que a mãe respondeu: "É outra língua, por isso que eu quis te trazer aqui, para você conhecer essas coisas." Fico encantada com esse comportamento das crianças de achar tudo diferente e se deslumbrar com isso. Devíamos manter isso quando adultos.
Cheguei um pouco cedo para o jogo, então fui ver os ursos no final do Leme. Você pode pensar que os ursos não são animais típicos do Brasil, então o que eles estão fazendo aqui? É uma exposição chamada Buddy Bears - A Arte da Tolerância organizada pelo consulado da Alemanha em comemoração ao ano da Alemanha no Brasil com o intuito de promover a união entre os povos.
Aqui estão alguns que eu gostei mais.
Brasil (lindão)CanadáCroácia

FrançaMéxico


Este último, além do rosto do Einstein que vocês estão vendo aí, tem uma citação dele que resume a ideia da exposição:


Peace cannot be kept by force. It can only be achieved by understanding.

(A paz não pode ser mantida à força. Só pode ser conseguida pela compreensão.)


O jogo, apesar de não ter tido gol, foi bem empolgante. Eu estava com a camisa da França, mas torcia para o Equador (ganhar com 6 gols de diferença). Queria a França como 2a do grupo para disputar a final com o Brasil. Já não será mais possível. O pessoal não estava tão animado quanto no outro jogo, talvez pelo fato de não ter tido gol. Mas estavam prestando toda a atenção no telão.

Depois do jogo dei um pulinho na loja oficial. Ainda bem que não vendem lápis, senão é claro que eu ia comprar. Só tinha caneta. E como minha síndrome de turista está atacadíssima, não pude deixar de tirar uma foto com o boné do Fuleco.

domingo, 22 de junho de 2014

Clube de Compras Dallas


Eu e uma amiga, fãs do Johnny Depp, tínhamos combinado a tempos ver O Cavaleiro Solitário, uma desculpa também para nos encontrarmos. Demoramos tanto que o filme não estava mais disponível. Resolvemos assistir Clube de Compras Dallas, um filme que eu estava curiosa para ver, mas não a ponto de me esforçar para isso. Então foi uma boa escolha. O filme ganhou notoriedade pela aparência do Matthew McConaughey que emagreceu 20 kg para viver o personagem, um caubói que descobre que está com AIDS. Confesso que o foco sobre esse aspecto do filme me desanimou um pouco, como um chamariz em detrimento de um roteiro desinteressante. Ainda bem que me enganei.
Como já falei, o Matthew McConaughey faz um caubói machão e preconceituoso, na década de 80, que descobre que está com AIDS e tem um mês de vida. Depois de um período de negação motivado pelo preconceito de que AIDS é coisa de gay, ele cai na real e vai correr atrás de tratamento a qualquer custo. Rejeitado pelos amigos, encontra acolhimento na classe que ele próprio rejeitava na figura do travesti vivido pelo Jared Leto, outro que emagreceu horrores para viver o papel. Os dois atores ganharam o Oscar, respectivamente, de melhor ator e ator coadjuvante. Com o AZT ainda em fase de testes e resultados duvidosos, os dois correm atrás de tratamento mais eficazes em outros países comprando briga com a indústria farmacêutica. Apesar do filme ser baseado em fatos reais, o personagem de Leto não existiu, assim como o da médica interpretada por Jennifer Gardner, mas interessada na saúde dos pacientes do que no dinheiro que o novo medicamento ia fazer. O filme também levou o Oscar de maquiagem com um orçamento de apenas 250 dólares.
Aliás, Matthew McConaughey deixou aquelas comédias românticas bobinhas e resolveu investir em filmes mais dramáticos, que exigem mais dele como ator, uma ótima. Passei a respeitá-lo mais.

terça-feira, 17 de junho de 2014

E a Copa do Mundo Começou

E entre vai ter ou não vai ter Copa, eu diria que está tendo mais ou menos. Confesso que estava ansiosa pelo seu início e com a abertura. Até comprei bandeirolas para enfeitar a casa. Nunca liguei para as cerimônias, mas, como é aqui no Brasil, o espírito patriota bateu. E fiquei frustrada com ela como todo mundo. Que apresentação mais sem graça. Depois eu descobri que quem organiza a abertura é a FIFA e não o Brasil. Entendi porque ela foi fraca, mas não menos revoltada, afinal é a cara do Brasil que aparece. E a FIFA faz um monte de exigências e, na parte dela, nos apresenta isso. Mas não quero entrar mais nesse detalhe, quero falar da Copa no geral.
O jogo do Brasil me deixou tensa, quero dizer, não foi tão fácil, parecia que não engatava. Mas mesmo assim foi 3 a 1 e eu acertei o bolão da família. É meio uma tradição da família de nos encontrarmos  para ver o jogo todo mundo junto e aproveitar e comemorar o aniversário, neste jogo, foi do marido da minha madrinha.
A Copa começou confusa com os gols anulados do México, a goleada da Holanda sobre a Espanha que rendeu muitas piadas (fiquei triste pelo Casillas, estava tão desolado), o uso da tecnologia para conferir se a bola entrou no gol (achei que nem fosse ser necessária, mas foi crucial no gol da
França).
O jogo da França, inclusive, fui ver no telão em Copacabana. Achei que fosse encontrar muitos franceses, mas encontrei mesmo foi argentinos. Nunca vi tanto argentino junto, eles realmente invadiram o Rio de Janeiro. Achei que fosse ser tranquilo, calmo, que nada. Os franceses estavam numa agitação só, cantaram e pularam o tempo todo. Nem fez falta não tocarem o hino no início do jogo (aliás, outra vergonha da Copa), eles cantaram sozinhos. O Brasil fez escola.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Coraline



Este livro infanto-juvenil de fantasia e terror (estava na prateleira da livraria na seção para 11 anos) do Neil Gaiman já virou filme à la Tim Burton (a direção é de Henry Selick, mas poderia facilmente ser do Burton). Como vi pela internet, é para crianças, só se for os filhos do Tim Burton. Coraline é um livro de leitura rápida que tem a atmosfera gótica, fantasiosa e assustadora dos filmes do Burton e a cara do Neil Gaiman também. Eu vi o filme primeiro e algo que me chamou atenção foi a cena das abelhas (não vou dar spoiler, leiam para ver qual é, que vale a pena), que não tem no filme, e eu achei maravilhosa. É um jeito bem lúdico que ele arrumou para falar sobre medo e coragem.