domingo, 24 de agosto de 2014

A Espuma dos Dias

Não sei nem como começar a falar desse filme de tão louco que é. A Espuma dos Dias (L'Écume de Jours) se passa em mundo completamente absurdo, extravagante e colorido onde coisas inimagináveis são naturais como, por exemplo, um piano que faz drinks a partir da música tocada. Baseado no livro homônimo de Boris Vian, lembrou-me bastante de Pele de Asno. Depois descobri que já havia uma adaptação chamada A Espuma da Vida de 1968, mesma época de Pele de Asno. Para ter uma ideia da loucura do filme também, é do mesmo diretor de Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças.
O filme conta a história de um homem que tem uma vida confortável vivendo de rendas e cercado de amigos, mas ele ainda quer se apaixonar. Neste momento, ele conhece uma moça delicada e suave que o faz lembrar do jazz de Duke Ellington. O mais interessante do filme é que o ambiente do casal reflete a relação dos dois. Quando ela tem um problema de saúde, tudo a volta deles começa a desmoronar. Assim como me encantei com as cores e o inusitado alegre e, até certo ponto ingênuo, do início do filme, me entristeci com as cores desbotadas e o universo se deteriorando do final.

domingo, 17 de agosto de 2014

2048

Uma amiga me falou que estava viciada em um jogo chamado 2048, aparentemente, a nova sensação depois de Candy Crush. E eu nunca tinha ouvido falar. A primeira coisa que me veio a cabeça foi a série Almost Human que se passava nesse ano. Fui pesquisar e adivinhem? Me viciei também.
O jogo consiste em um quadrado 4x4 e blocos com potências de 2. Juntando dois blocos iguais que estão um do lado do outro, obtém-se um com uma potência maior. O objetivo é formar o número 2048. Parece simples, mas exige raciocínio para mover as peças e não faltar espaço. Depois você pode até continuar e tentar formar potências maiores: 4096, 8192, ...



sábado, 9 de agosto de 2014

Enquêtes Réservées


Percebi que meu inglês melhorou muito depois de começar a assistir séries americanas sem dublagem. Então, para melhorar meu francês, resolvi fuçar a programação da TV5 atrás de séries francesas. A que mais me interessou foi uma chamada Enquêtes Réservées, série de investigação policial passada em Marseille. Ainda estou me ambientando com a série, vi somente dos episódios. O chato é que passa de madrugada e eu tenho que acordar cedo no dia seguinte (ou no mesmo).
Além dos crimes de cada episódio que eles resolvem, tem a trama de cada personagem se desenvolvendo durante os vários episódios. E isso trás uma aproximação com o espectador. Gostei da série logo de cara. Ela teve 6 temporadas e acabou ano passado.

domingo, 3 de agosto de 2014

Guardiões da Galáxia

Que filme divertido. Já estava ouvindo as pessoas falarem bem, mas não imaginei que fosse ficar genuinamente feliz ao sair do cinema após assistir Guardiões da Galáxia. E olha que eu estava meio desconfiada, com medo de não gostar por não conhecê-los. Mas a Marvel sabe fazer filme.
Diversos foras da lei se unem, cada um com um objetivo distinto, para combater Ronan, o Acusador, que pretende destruir a galáxia. A questão é que eles não se entendem (possivelmente por seus objetivos diferentes) e são repletos de humor como, por exemplo, Drax e sua incapacidade de entender metáforas e Peter Quill e sua trilha sonora oitentista que dá um toque especial ao filme.
Confesso que o que mais me atraia no filme era ver a Karen Gillan, que foi uma das companheiras do Doctor Who, como Nebula. Ela inclusive raspou a cabeça para o papel. 
E a Marvel acertou também no marketing do filme em cima do Vin Diesel dublar a árvore Groot. A única fala dele é "Eu sou Groot." e ele dublou em 6 idiomas diferentes. Você pode conferir no video abaixo. Outra curiosidade é que a cidade de Xandar foi inspirado nos trabalhos do arquiteto espanhol Santiago Calatrava que fez, entre outras coisas, a Cidade das Artes e das Ciências em Valência, Espanha. E por falar em formas e geometria, a nave do Ronan é linda, parece um helicoide.

sábado, 26 de julho de 2014

O Poderoso Chefão



Vi que ia passar na tv e me programei para ver O Poderoso Chefão e melhorar minha deficiência cinematográfica. Todo mundo comenta e fala desse filme, é um clássico do cinema. Faltavam 10 minutos para terminar o filme e faltou luz aqui em casa. Que raiva que eu fiquei de não poder ver o final do filme. Demorei tanto para vê-lo. Ainda bem que ela voltou rapidinho e (acho que) não perdi quase nada. Deu para ver o final que, aliás, achei muito bom. É muito bom ver esses grandes atores nos papéis que o consagraram como Al Pacino (que eu quase não reconheci de tão novinho, rs) e Marlon Brando. Descobri que ele queria que Don Corleone se parecesse com um bulldog, então ele colocou algodão nas bochechas na audição. Depois nas filmagens, ficou por conta do maquiador. Olha a foto que eu achei.
Não tinha a menor ideia da história do filme, quero dizer, é claro que eu sabia que era sobre uma família de mafiosos, mas não sabia dos detalhes da trama que mostra como filho correto (Al Pacino) que nunca quis participar dos negócios da família acaba tomando a frente quando o pai (Brando) sofre um atentado. O filme fala acima de tudo de família. Falando assim, parece que o filme é sobre o personagem de Al Pacino, mas Marlon Brando foi indicado (e ganhou) ao Oscar de Melhor Ator e Al Pacino de Ator Coadjuvante. Al Pacino ficou tão revoltado que boicotou a premiação alegando que aparecia na tela a mesma quantidade de tempo que Brando.

sábado, 19 de julho de 2014

O Teorema Zero


Ainda estou tentando entender o filme. O filme é muito louco. O personagem do Christoph Waltz (que está careca e mais parece o John Malkovich) trabalha numa empresa e o seu trabalho parece ser jogar video-game o dia inteiro. Só parece, na verdade ele é um programador/hacker ou algo assim, mas a maneira como ele faz é como se fosse video-game. Ele é um sujeito que tem medo de tudo e implora pela chance de trabalhar em casa (na verdade é uma igreja) e não ter que sair e encontrar com pessoas. Como ele é um dos funcionários mais produtivos, o gerente (que só fui descobrir ser o Matt Damon nos créditos) resolve lhe dar uma tarefa árdua: resolver o Teorema Zero, que seria o teorema que tem a resposta para o sentido da vida (tema recorrente nos filmes do Terry Gilliam). Claro que ele não aguenta a pressão. Nesse ponto, o filme me lembrou bastante Pi, pertubador demais. O visual do filme tem personalidade, mistura o urbano poluído e o gótico imponente. A trilha sonora que conta com uma versão de Creep (Radio Head) feita por Karen Souza.

sábado, 12 de julho de 2014

Carrie, a Estranha

Outro filme da lista que vi recentemente. Todo mundo conhece a cena famosa do filme Carrie, a Estranha (o original de 1976) no baile de formatura. Eu achei que a cena fosse no início do filme e seria o catalizador para a estranheza da menina que sofria bullying na escola, mas não. A cena é quase no final. O catalizador foi sua primeira menstruação no vestiário do colégio. Ela não sabia o que era, entra em desespero e é zoada pelas outras meninas. É de se entranhar o fato de ela não saber o que é isso, mas depois que se conhece a mãe, uma religiosa bitolada que vê pecado em absolutamente tudo, parece até normal. Aliás, me impressionou a articulação com que ela fala com a mãe, imaginei que uma pessoa reprimida como ela foi não teria coragem para falar com a mãe daquele jeito. Junto com a menstruação vem os poderes dela que, posteriormente, usa para se vingar. Eu não sabia, mas o filme é com o John Travolta. E foi o primeiro livro do Stepehn King adaptado para o cinema.