"E, acima de tudo, a ti sê verdadeiro, e assim deverás prosseguir, como a noite o dia, e não poderás, então, ser falso a mais ninguém."
Shakespeare

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Invictus

Estava revendo hoje Invictus, filme de Clint Eastwood sobre como Nelson Mandela aproveitou a copa do mundo de rugby realizada na África do Sul para unir um país dividido pelo preconceito. Num dado momento do filme, recita-se o poema homônimo escrito por William Ernest Henley, em 1875, quando estava no hospital prestes a ter sua perna amputada. Dizem que Nelson Mandela costumava recitar este poema. Achei-o inspirador.



Out Of The Night That Covers Me  (Invictus)
William Ernest Henley

Do fundo desta noite que me envolve,
negra como um poço fundo e escuro,
Agradeço aos deuses
pela minha alma indomável.

Nos momentos mais difíceis
não recuei nem gritei.
Debaixo dos golpes do destino
A minha cabeça sangra mas mantém-se levantada.

Para além deste lugar de fúria e lágrimas
só se vislumbram o horror e as trevas,
E, contudo, os anos passam
e encontram-me sem temor.

Não importa quão estreito o portão,
quão carregado de castigos o pergaminho,
Eu sou o senhor do meu destino:
Eu sou o capitão da minha alma.

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