Tô tentando combinar de sair com uma amiga já tem um tempão. A gente marca alguma coisa e quando vai chegando perto, ela acaba desmarcando ou simplesmente não aparece. Isso me incomoda profundamente. Aliás, isso me dá muita raiva. Eu considero falta de respeito e não aceito mesmo. Posso até fingir que tá tudo bem, mas no fundo não tá nada bem. Fico com raiva também quando expresso isso pras pessoas (erradas) e elas dizem que não é nada demais, tipo fazendo pouco caso. Fiquei pensando a respeito disso. As pessoas abusam tanto da própria palavra que tem uma hora que elas (as palavras dessa pessoa) perdem o valor. Quero dizer, eu deixo de acreditar no que as pessoas falam e isso, pra mim, é o pior que pode acontecer, a descrença e falta de confiança. Acho que é por isso que eu não falo muito. Nunca fui de ficar falando só por falar. Eu gosto de falar quando acredito que tenho relevante pra dizer, se não, prefiro ficar fazendo minhas coisas na minha. Eu gosto de ouvir as pessoas falando também, quando eu sinto que elas tem algo relevante a dizer também. Ter meu ouvido feito de pinico também não gosto.
Agora, voltando a minha amiga, ela acabou de me dizer: "já que você vai de qualquer jeito, não me sinto mal de marcar e furar em cima da hora, que era o meu medo." Traduzindo: "em vez de falar pra você que não vou, vou deixar pra falar em cima da hora." Vamos ver o que vai acontecer, depois eu conto. Eu fico com medo de estar sendo injusta, as pessoas também tem outras coisas pra fazer, mas ficar me deixando de lado toda hora é foda também, né. Eu tenho vontade de chegar e dizer isso pra pessoa, mas de alguma forma acho que estou errada, embora saiba que é isso que vai me libertar de alguma forma. Sinto que colaboro com a farsa fingindo que acredito que ela vai se esforçar pra ir. Mas também não quero ser injusta. Como equilibrar isso? Acredito que é importante não nos deixarmos levar pela raiva e agir como se devessem algo pra mim, porque não devem. Acredito também que agir como se tivesse tudo bem não é a resposta. Acredito que eu deva me colocar dizendo o que eu penso, o que eu sinto, o que eu vejo. Isso pode gerar certo desconforto nas pessoas, e, se elas não estiverem preparadas pra ouvir, podem fazer uma chantagem emocional básica para evitar lidar com isso. Nesta hora, é preciso se manter firme em seus objetivos. Eventualmente, as pessoas vão acabar percebendo. E expressar esses objetivos para que se dê ferramentas da pessoa perceber. Não dá pra esperar que elas sejam adivinhas também.
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3 comentários:
Olha Lucia, acho que você deveria falar sim. Se você chama alguém de amigo, então deve algum respeito a essa pessoa. Marcar e furar até fazer disso um hábito não é legal e se fechar e fingir que nada aconteceu não é bom também.
As pessoas tem suas coisas para fazer, mas se você marca algo com alguém, aquilo se torna um compromisso. Se qualquer outra coisa que aparecer for desculpa para furar o previamente combinado, então a pessoa não se importa realmente em estar contigo.
Falar é melhor do que se fechar (estou aprendendo isso a duras penas). Se você acha que essa pessoa vale a pena, fale com ela.
Cuidado para não optar simplesmente pela indiferença, isso é a morte de qualquer relação que devesse envolver algum afeto.
"(...)já que você vai de qualquer jeito, não me sinto mal de marcar e furar em cima da hora"... já disseram isso pra mim, já fizeram isso comigo mais de uma vez e eu te dou razão pra ficar aborrecida... a gente se sente idiota e desvalorizada. É verdade que é sempre bom manter a elegância e controlar a raiva e a sensação de desolação, mas também é bom perder a paciência e falar logo, ou dar um basta. Vc não tem que passar por isso. Não me arrependo de ter sido clara com certas pessoas e até perdido certas "amizades'por conta disso. Eles não eram meus amigos, eram só conhecidos que me aborreciam com a ideia de que eram meus amigos e no final sempre me sacaneavam de uma forma ou outra.
Tenho a impressão de que todo libriano é assim: será que digo? Será que me expressarei de modo justo? Será que tô exagerando? Será que vou magoar? Será que tô pensando assim por que não tô num bom dia? Num outro dia, eu estaria igualmente magoada? Mas eu me sinto mal... acho que devo falar sim, sei que tenho...como resolver esse impasse? hehehehe...
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